Manuel Roberto
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Manuel Roberto

São João da Madeira quer guias para o Parque do Rio Ul (e não só)

Concurso destina-se a licenciados em Biologia, Agronomia, Engenharia Ambiental ou Florestal, Arquitectura, História e Turismo que queiram trabalhar em part-time como guias. Autarquia de São João da Madeira também procura propostas de actividades

O município de São João da Madeira lançou esta terça-feira um concurso para recrutamento de licenciados que possam integrar em part-time a bolsa de guias do Parque do Rio Ul, para dinamização de visitas orientadas e actividades regulares.

Em declarações à Lusa, a técnica da Divisão de Ambiente que coordena o processo explica que o concurso destina-se a profissionais com formação não apenas em Biologia, Agronomia e Engenharia Ambiental ou Florestal, por exemplo, mas também em áreas complementares, como é o caso de Arquitectura, História e Turismo.

"Há muitos licenciados destas áreas que só encontraram emprego em domínios de actividade bastante diferentes dos da sua formação e queremos dar-lhes a oportunidade de trabalharem naquilo em que se especializaram e de que realmente gostam", afirma Vera Neves. Segundo a responsável, esta "vai ser uma ocupação em part-time" e já há "alguns interessados.

As candidaturas estão abertas até 30 de Abril. Os interessados devem enviar CV e carta de motivação para o endereço parquerioul@cm-sjm.pt. O regulamento completo do programa pode ser consultado aqui. A autarquia irá seleccionar 15 elementos para um mês de formação teórica e prática, com testes no parque, idealizado pelo paisagista Sidónio Pardal. A previsão é de que as primeiras visitas guiadas ao Parque do Rio Ul possam realizar-se em Julho, sempre mediante marcação prévia e com conteúdos adequados à situação específica dos participantes, que tanto poderão ser alunos de jardins-de-infância e escolas superiores, como grupos de séniores, funcionários de empresas em actividades recreativas ou turistas de natureza.

"Mas o foco será sempre na biodiversidade do nosso parque, no seu património natural e cultural, e na oferta de actividades que aí se podem realizar", acrescenta Vera Neves, que assegura que esse espaço verde "tem um grande potencial, mesmo que ainda pouco conhecido".

Também se procuram actividades 

É precisamente a pensar nisso que a Câmara Municipal de São João da Madeira também apresentou à comunidade um programa de actividades em que apela à participação pública na definição do calendário de iniciativas do parque. "Queremos que a própria população nos proponha acções que ache ajustadas a esta paisagem e que se enquadrem nos nossos objectivos de valorização da natureza", explica a engenheira de ambiente. Para a responsável, "com esse contributo será mais fácil envolver toda a gente na promoção da biodiversidade, na educação ambiental e na melhoria geral da experiência de fruição do parque".

O princípio adoptado pela autarquia é que o Parque do Rio Ul constitui "um anfiteatro verde por explorar", sendo que para usufruto do seu pleno potencial estão disponíveis, não apenas as áreas verdes exteriores, mas também a já recuperada Casa da Natureza e as futuras Casa da Eira, Casa do Moinho e Casa do Forno, que se prevêem operacionais no final de 2018. Requisitos que a câmara exige aos autores dessas propostas: "Capacidade de realização da actividade, independência na sua criação e realização e responsabilidade pela sua execução e controlo". A duração das iniciativas também ficará ao critério do promotor, mas a autarquia informa já que irá privilegiar "actividades de maior continuidade".