DGArtes atribuiu apoio a 21 estruturas ligadas à dança

Os apoios a dois e quatro anos para a dança no período 2018-2021 totalizam 5,9 milhões de euros. A maior fatia deste montante, 926 mil euros, foi para a Associação Cultural Materiais Diversos, que organiza o festival com o mesmo nome. Três candidaturas foram rejeitadas.

A Companhia Olga Roriz, aqui dançando <i>Propriedade Privada</i>, em 2015, foi uma das estruturas mais apoiadas
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A Companhia Olga Roriz, aqui dançando Propriedade Privada, em 2015, foi uma das estruturas mais apoiadas Paulo Pimenta

Vinte e uma entidades culturais ligadas à dança vão receber apoio financeiro até 2021, num total de 5,9 milhões de euros, anunciou a Direção-Geral das Artes (DGArtes) ao divulgar a lista das estruturas contempladas.

De acordo com os resultados finais do programa de apoio à dança 2018-2021, nas modalidades de apoio bienal e quadrienal, foram admitidas 24 candidaturas, das quais três viram o seu pedido de apoio recusado: O Quórum Ballet, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e a Sociedade Artística Reguenguense.

Segundo a DGartes, a maior fatia de estruturas apoiadas - nove - está localizada na área metropolitana de Lisboa, entre as quais as companhias de dança de Clara Andermatt e de Olga Roriz, a Companhia de Dança de Almada, o Fórum Dança e O Rumo do Fumo. Das 21 estruturas culturais a apoiar, seis são da região norte, como o Ballet Contemporâneo do Norte e a Útero Associação Cultural, e três são da região centro, entre as quais a Companhia Paulo Ribeiro. No Alentejo são apoiadas a Companhia de Dança Contemporânea de Évora e a associação PedeXumbo; na Madeira a escolhida foi a Associação dos Amigos da Arte Inclusiva - Dançando com a Diferença.

Neste programa de apoio sustentado 2018-2021, a área da dança terá um montante global de 5,9 milhões de euros, dos quais 1,7 milhões se destinam a este ano.

Com 926 mil euros, a Associação Cultural Materiais Diversos é a entidade cultural que receberá a maior fatia destes apoios à dança, seguindo-se a Companhia Olga Roriz (566 mil euros) e a Eira (507 mil euros).

O Programa de Apoio Sustentado às Artes 2018-2021 - que financia grande parte da actividade artística em Portugal - abriu em Outubro e tem um valor global de 64,5 milhões de euros para apoiar circo contemporâneo e artes de rua, dança, artes visuais, cruzamentos disciplinares, música e teatro.

Até agora foram apenas anunciados os resultados de apoio a estruturas de circo contemporâneo e artes de rua e os da dança. O calendário publicado pela DGArtes aponta as decisões finais para um período que vai da segunda semana de Março, nas áreas com menos de dez candidaturas, até à primeira semana de Maio, em áreas com mais candidaturas, o que abrange o teatro, com um total de 90.

Nas últimas semanas várias estruturas culturais, em particular ligadas ao teatro, e sindicatos do sector têm criticado a demora e a burocracia na divulgação dos resultados, com consequências para o funcionamento e para as programações deste ano.

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