Carro sem condutor mata mulher e leva Uber a parar testes

Não é a primeira vez que um carro autónomo tem acidentes, mas será a primeira vez que uma pessoa é atropelada mortalmente por um.

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Um dos carros autónomos da Uber LUSA/UBER HANDOUT

Uma mulher morreu no estado norte-americano de Arizona depois de ter sido atropelada por um carro da Uber que se movia de forma autónoma, na noite de domingo para segunda-feira. O veículo seguia com duas pessoas a bordo, mas participava num teste de condução autónoma. A Uber suspendeu por agora o programa de testes nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo a Reuters, este é o primeiro caso de uma morte por atropelamento causada por um veículo autónomo – que ainda estão a ser testados por todo o mundo, sobretudo pelas questões éticas que são levantadas ao delegar para os sistemas de inteligência artificial dos carros decisões que podem afectar a vida humana.

O acidente aconteceu na madrugada de domingo para segunda-feira e o carro estava em modo autónomo, diz a polícia, ainda que estivesse um homem no lugar do condutor. Segundo a polícia, havia uma segunda pessoa dentro do veículo. As autoridades referiram que o automóvel seguia em direcção a norte, quando uma mulher atravessou a estrada fora da passadeira, de oeste para este, acabando por ser atingida pelo carro da Uber.

As autoridades não deram mais informações sobre a vítima, que ainda foi transportada com vida para o hospital, acabando por não resistir aos ferimentos.

A empresa expressou condolências pela morte e garantiu que estava a colaborar com as autoridades, escreve a Reuters.

Ainda que esta seja a primeira vez que um carro autónomo atropela uma transeunte, não é a primeira vez que há uma morte associada a este tipo de veículos. Em 2016, uma colisão entre um Tesla Model S e um camião resultou na primeira morte envolvendo veículos sem condutor. O Tesla não activou o sistema automático de travagem e embateu num camião, por não ter conseguido distinguir um camião branco de um céu brilhante. O ocupante que seguia no carro, e que tinha confiado a condução ao automóvel, acabou por morrer.