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A Sonolenta de Marta Monteiro vence competição portuguesa no Monstra

O filme Gata Cinderela, Grande Prémio Monstra, vai ser novamente exibido no domingo no Cinema São Jorge.

O filme A Sonolenta de Marta Monteiro arrecadou o Prémio de Melhor Filme na Competição Portuguesa do Monstra - Festival de Animação de Lisboa, anunciou no sábado organização. Segundo o comunicado do festival, o júri disse que se tratar de "uma história encantatória que nos atraiu pela sua coerência forte, com uma excelente qualidade de desenho e, genericamente, de realização". A Surpresa, de Paulo Patrício recebeu o Prémio do Público na competição portuguesa.

O festival, inaugurado a 8 de Março, apresentou mais de 500 filmes com destaque para a Estónia, o país convidado, e para o mais recente cinema português.

Na competição de longas-metragens, o filme italiano Gata Cinderela, dos realizadores Ivan Cappiello, Marino Guarnieri, Alessandro Rak e Dario Sansone, recebeu o Grande Prémio Monstra, anunciou a organização durante a cerimónia de encerramento e entrega de prémios, no Cinema São Jorge, em Lisboa. O júri distinguiu o filme pela "grande técnica de animação, uma boa adaptação de uma história bem conhecida de um ponto de vista moderno" e também "pela forte e original culturalidade e pelas grandes personagens". Este filme recebeu também o Prémio de Melhor Banda Sonora na mesma categoria, enquanto o filme Tem um Bom Dia, realizado por Liu Jian (China), ganhou o Prémio Especial do júri, e A Ganha-Pão, de Nora Twomey (Irlanda/Luxemburgo/Canadá), arrecadou o Prémio do Público.

Na competição de curtas-metragens, o prémio foi para o filme francês Espaço Negativo, realizado por David Coquart-Dassault (França), enquanto a Melhor Curta-Metragem Experimental foi para Das Gavetas Nascem Sons, de Vítor Hugo, e a Melhor Curta-Metragem Portuguesa coube a Água Mole, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires. Na secção Curtíssimas, dedicada a filmes com menos de dois minutos, os vencedores foram CNN Colorscope Black, do britânico Matt Abbiss para Melhor Curtíssima, e Uma Manhã na Feira, realizado por alunos da Escola Superior de Media Artes e Design (Porto) e do 12º ano, como Melhor Curtíssima Portuguesa.

O Grande Prémio Monstrinha foi para o filme inglês The Box, de Merve Cirisoglu Cotur, porque o filme, segundo o júri, propõe "uma forte reflexão" sobre a violência do drama humanitário que continua a atingir a região da Síria. De "forma simples, mas muito comovedora", partindo da relação entre uma criança, um gato e uma caixa "retrata-se uma realidade que afecta milhares de famílias": "O exílio e a violência de que este se reveste é evidenciado no plano final, em que que a criança tudo abandona. A simplicidade dos recursos gráficos neste filme de animação adequa-se à urgência da mensagem humanitária."

Na competição Cinema Mais Pequeno do Mundo, o Amendoim de Ouro foi para Island, de Robert Löbel, Max Mörtl (Alemanha), o Amendoim de Prata para Disillusionmentof 10 pointfont, de Greg Condon (EUA), e o Amendoim de Bronze para Handbook for a HappyScout, de Billy Huntington (Reino Unido). Na competição de estudantes, o filme Penelope, de Heta Jäälinoja (Estónia/Finlândia), foi considerado a Melhor Curta de Estudantes, e The Voyager, realizado por João Gonzalez, recebeu o Prémio de Melhor Curta de Estudantes Portuguesa. 

No domingo vão ser exibidas as curtas premiadas, às 17h, no Cinema São Jorge, e às 22h, no Cinema City Alvalade, e o filme Gata Cinderela, Grande Prémio Monstra, vai ser novamente exibido segunda-feira às 20h, no Cinema Ideal.

Da Estónia, possivelmente o país europeu com maior produção de cinema de animação, como afirmou à Lusa o director da Monstra, Fernando Galrito, antes do início do festival, foram mostrados cerca de 140 filmes, com a presença de realizadores como Priit Parn, Kaspar Jancis e Priit Tender. Habitualmente, o festival dedica atenção ao Japão, desta vez com retrospectivas do cinema de Kunio Kato e Koji Yamamura, dois autores premiados com Óscares.
 

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