Diogo Feio manda alfinetada ao PSD: “Discutimos reformas aos olhos de todos no Parlamento”

Líder da bancada parlamentar, Nuno Magalhães, aproveitou o palco do Congresso do CDS para deixar farpas ao partido de Rui Rio e acusar o Governo de chumbar propostas alternativas.

Foto
PAULO NOVAIS/LUSA

O coordenador do gabinete de estudos do CDS, Diogo Feio, criticou neste sábado António Costa por ser um primeiro-ministro “avesso a reformas” e deixou um aviso com um recado implícito para o PSD: “Discutimos reformas sim, mas no Parlamento aos olhos de todos os portugueses”.

Ao discursar na abertura do primeiro dia do Congresso do CDS, que decorre até domingo, em Lamego, Diogo Feio anunciou a criação de um gabinete para o Interior (coordenado por João Vaz) e um grupo para a Saúde, liderado por António Ferreira, que foi director do Centro Hospitalar São João.

Mas Diogo Feio não foi o único a fazer críticas implícitas ao PSD, o parceiro preferencial dos democratas-cristãos. O líder da bancada parlamentar, Nuno Magalhães, aproveitou o conclave para mostrar trabalho e revelar as muitas propostas alternativas que o partido tem feito no Parlamento e também em matéria de transparência. A palavra “ética” - muito cara ao novo líder do PSD, Rui Rio – seguiu-se para dizer. “A ética na política é uma coisa de que tantos falam e poucos praticam”.

Em jeito de balanço do trabalho dos últimos dois anos, o coordenador do gabinete de estudos lembrou as propostas que o CDS apresentou – e que resultaram do esforço dos grupos de trabalho - sobre natalidade, envelhecimento, supervisão bancária, justiça, saúde, segurança social e educação. A maioria – disse – foi chumbada pela “geringonça” a “mando de António Costa”, um primeiro-ministro que “dizem um político hábil, um maestro do dia-a-dia” mas que considerou ser “o mais imobilista” que conheceu. “Faz tudo o que seja necessário para não ter problemas com o BE e CDU. Por isso merece uma alternativa”, afirmou Diogo Feio, elogiando Assunção Cristas. É “optimista mas não irritante” e “dedicada”, apontou.

O líder da bancada parlamentar falou a seguir ao ex-eurodeputado Diogo Feio, e também não foi meigo para com o primeiro-ministro, António Costa, acusando Governo de ter chumbado muitas das propostas que o CDS apresentou no Parlamento a nível da Saúde, da Educação (Lei de Bases), descentralização, no combate ao terrorismo, mas também em relação aos fundos europeus ou às grandes obras públicas. “Tudo foi chumbado!”, atirou Nuno Magalhães.

O líder parlamentar acusou o Governo de “não ter conseguido cumprir as condições básicas” relativamente aos incêndios do Verão e de Outubro do ano passado e vincou que “foi graças ao CDS que este Governo teve a moção de censura que merecia”. “Fomos nós que obrigamos a um pedido de desculpas”, declarou, para avisar que o “CDS vai continuar a denunciar o que está mal e fazer propostas alternativas para o futuro”.

Sugerir correcção