Mau tempo coloca em risco, mais uma vez, a praia de Faro

Comunidade cigana atingida pelo temporal, não vai ter direito a casa de habitação social no curto prazo.

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LUSA/LUÍS FORRA

A praia de Faro corre sérios riscos de desaparecer devido aos ventos fortes e à chuva que se abateram um pouco por todo o país. O cordão dunar, diz o presidente do município, Rogério Bacalhau, “apresenta grandes condições de risco, que pode pôr em causa tanto o ecossistema como a baixa da cidade”. Para acautelar eventuais perigos, o autarca pediu uma reunião com carácter de “urgência” à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), muito embora a situação não seja inédita.

Por alturas do agravamento de tempo, os galgamentos oceânicos sucedem com frequência na zona de Faro. O último sucedeu no fim-de-semana, mas sem gravidade. Desta vez, por causa do vento forte que neste domingo se fez sentir em três concelhos da região, Faro, Olhão e zona litoral de Castro Marim, redobraram as preocupações.

No acampamento de ciganos da Cerro do Bruxo e Escuro, cerca de uma centena de famílias ficaram desalojadas, tendo sido obrigadas a pernoitar no pavilhão municipal. A seguir, a comunidade reivindicou novos alojamentos, ameaçando com uma manifestação à porta da câmara. Rogério Bacalhau descarta a hipótese de vir a atribuir habitações sociais no curto prazo. “Logo que as condições o permitam, vão ter que regressar aos locais onde permanecem há muitos anos - estamos a estudar soluções para o futuro, mas não temos nenhuma solução para todas as comunidades ciganas que temos no concelho”, disse o autarca, numa conferência destinada a fazer o balanço dos prejuízos causados pelos ventos fortes e chuva deste domingo. “Espero um dia ter soluções que não serão para todas as comunidades [uma dúzia, no concelho], mas pelo menos para algumas”, adiantou

Em relação apos estragos causados pelo mau tempo no concelho de Faro, a câmara avança que estão ainda a ser avaliados os prejuízos causados na zona agrícola pela direcção regional de Agricultura . De acordo com uma primeira estimativa, referiu, registaram-se 12 explorações afectadas e algumas delas “totalmente destruídas”. O restabelecimento da ligação eléctrica, disse, “está praticamente todo assegurado”.