Caldeira Velha reabre com entrada gratuita para residentes nos Açores

O Monumento Natural da Caldeira Velha esteve encerrado durante três semanas para obras de beneficiação.

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paulo pimenta

Os residentes nos Açores passam a ter, a partir deste sábado, entrada gratuita no Monumento Natural da Caldeira Velha, na Ribeira Grande, anunciou a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro.

"Passaremos a ter, para os residentes, entradas gratuitas para a Caldeira Velha já a partir de amanhã [sábado] com a reabertura e para todas as outras áreas a partir do dia 01 de Abril", avançou Marta Guerreiro durante uma visita ao monumento natural.

Segundo a governante, as entradas gratuitas para residentes vão alargar-se a todos "os centros ambientais geridos pela direcção regional do Ambiente e nas áreas protegidas com visitação controlada", admitindo a governante a possibilidade de acontecer o mesmo no acesso à Lagoa das Furnas, na ilha de São Miguel.

A Lagoa das Furnas é gerida pela Câmara Municipal da Povoação e não pela direcção regional do Ambiente, pelo que a decisão terá de ser da autarquia, mas a governante acredita que esta medida "terá os seus reflexos e ecos também noutros espaços".

Marta Guerreira defende assim "um equilíbrio entre as vantagens" de quem visita os Açores e as vantagens de "quem cá está", lembrando que são os açorianos que conferem a "identidade e autenticidade" ao destino turístico.

A secretária regional recordou ainda que "o novo modelo de gestão" abrange novas regras de utilização, com limitação para o tempo e número de visitantes em simultâneo.

"Passará a haver um limite em simultâneo de 250 pessoas que terão um limite máximo de duas horas para visitação, em termos de preços também há aqui a diferenciação tal como havíamos referido para a visitação simples face à visitação com banhos, temos um novo preçário, para a visitação simples temos três euros, para a visitação completa, com banhos, oito euros", exemplificou.

Marta Guerreira explicou que à entrada do espaço "existe um sensor" que permite identificar o "número de utentes na Caldeira Velha" e que, futuramente, será possível "através do site dos parques naturais" saber a ocupação do espaço em tempo real.

O Monumento Natural da Caldeira Velha, que contém uma cascata de água férrea, esteve encerrado durante três semanas para obras de beneficiação na ordem dos 150 mil euros.

"Limpámos e impermeabilizámos os fundos dos tanques, há nova zona de banhos, temos também dez vestiários e temos agora 90 cacifos também para promover maior conforto a quem nos visita. Também limpámos e retirámos muitas espécies invasoras de todo o espaço, algumas árvores de maior porte que apresentavam algum perigo também foram retiradas e plantámos mais de três mil endémicas", declarou.

Em 14 de Novembro de 2017 foi anunciado que a Caldeira Velha ia regressar à tutela do Governo Regional, que denunciou o protocolo para a conservação e manutenção do espaço assinado com a Câmara da Ribeira Grande, a 19 de Janeiro de 2012.

Na ocasião, o presidente da autarquia, Alexandre Gaudêncio (PSD), disse ter sido apanhado de surpresa com a decisão do executivo regional (PS).

O Monumento Natural da Caldeira Velha, muito procurado por turistas, foi classificado em 2004 e integra, desde 2008, o Parque Natural de São Miguel.

O Centro de Interpretação foi inaugurado em 2013, enquanto estrutura vocacionada para a promoção do património natural e apoio aos visitantes da área protegida.