Robótica

"Depois da inteligência artificial, a próxima meta é a consciência artificial"

Antes de se tornar professor na Universidade de Osaka, no Japão, e director de um prestigiado laboratório de robótica, Hiroshi Ishiguro queria ser pintor. "O meu objectivo era representar a humanidade na tela. Mas desisti de ser pintor e estudei ciências da computação e inteligência artificial", afirmou ao PÚBLICO. Transferiu essa busca pela compreensão da humanidade para outros domínios mas não a abandonou. Nos últimos anos criou vários andróides - robôs sofisticados com uma aparência física bastante próxima da dos humanos. "O que quero fazer é representar a humanidade na máquina", afirma. Ishiguro esteve em Portugal para dar uma conferência na Universidade Católica, em Lisboa, na passada quinta-feira. Acredita que daqui a duas ous três décadas as empresas irão interessar-se na criação e comercialização de robôs andróides. E aponta a "consciência artificial" como o campo a explorar no futuro.