Figueira da Foz investe 2,5 milhões de euros para requalificar núcleo antigo da cidade

Autarquia adjudicou empreitadas no valor de 4,4 milhões de euros. Intervenções incluem requalificação da frente marítima de Buarcos e prolongamento da ciclovia

asm adriano miranda
Foto
asm adriano miranda

A zona antiga da Figueira da Foz vai estar em obras durante mais de um ano. O município assinou nesta sexta-feira um contrato no valor de 2,5 milhões de euros para a empreitada que tem como alvo a zona entre a Praça Velha e a Praça Nova e o objectivo passa por diminuir a pressão automóvel, requalificando as vias de circulação. <_o3a_p>

Com esta obra, a autarquia presidida por João Ataíde pretende criar zonas pedonais, reorganizar o estacionamento, intervir no sistema de saneamento e requalificar o pavimento numa área que inclui as ruas dos Bombeiros Voluntários, Dr. Santos Rocha e dos Combatentes.<_o3a_p>

Datando do século XIX, “toda a construção humana [do núcleo antigo] não foi pensada para circulação rodoviária”, justifica o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMF) na cerimónia de assinatura dos contratos. João Ataíde admite que esta é uma obra “sensível” e que “vai inquietar as rotinas”, uma vez que mexe com uma área residencial e comercial da cidade. “Caberá à câmara municipal explicar as razões da intervenção e o benefício que daí advirá”. Ataíde refere que o objectivo é retomar “o espaço a favor dos peões”. <_o3a_p>

Como algumas das vias são demasiado estreitas para que exista circulação rodoviária, aparcamento e passeio em simultâneo, a intervenção prevê a remoção de parte do estacionamento. Neste sentido, a autarquia planeia criar bolsas de estacionamento para servir os moradores, sendo que já adquiriu um terreno para o efeito.<_o3a_p>

O contrato prevê um prazo de execução de quinze meses, período que começa a contar a partir do momento em que o documento receba luz verde do Tribunal de Contas. Na mesma situação estão a construção de um troço de quatro quilómetros da Ciclovia do Mondego e a requalificação da frente marítima de Buarcos, a norte da Praia da Claridade. Estas intervenções têm um prazo de execução de um ano, <_o3a_p>

A actual pista ciclável da Figueira da Foz tem uma extensão de seis quilómetros, acompanhando a orla da cidade. A empreitada assinada nesta sexta-feira prevê a sua extensão por mais quatro. A ciclovia será prolongada entre o Porto da Figueira e a freguesia de Vila Verde, que já faz fronteira com o município de Montemor-o-Velho. Apesar de a obra ter um custo de 600 mil euros, a pista não vai até ao ponto de divisão entre os dois concelhos. Ataíde diz que tal não acontece devido a “uma questão ambiental” e que terá que se pensar “numa solução para o futuro”. <_o3a_p>

De recordar que a Ciclovia do Mondego, que ligaria Coimbra à Figueira da Foz, é uma ideia com mais de uma década. A via ciclável teve verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional aprovadas no anterior quadro comunitário no âmbito de um projecto intermunicipal, mas a sua implementação nunca chegou a avançar. “Estamos a fazer a nossa parte”, afirma o autarca da Figueira, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal de Coimbra. Montemor-o-Velho tem também um troço de ciclovia construído, na zona do Centro de Alto Rendimento. A autarquia de Coimbra também tem avançado com a instalação de partes da pista na zona urbana do município

As obras da frente marítima de Buarcos também implicarão alterações à circulação automóvel, uma situação que pode ser mais problemática durante época balnear. Ataíde menciona que essa questão “terá de ser analisada” com vista a “minimizar o impacto negativo” da intervenção que custa 1 milhão e 330 mil euros. <_o3a_p>