Entrevista

Hospital de Cascais com contrato "renovado por mais dois anos"

Contrato da Parceria Público-Privada (PPP) termina no final de 2018, mas o atraso no concurso estende a gestão clínica do grupo Lusíadas Saúde até 2020. O novo concurso prevê a existência de mais especialidades e mais camas para responder ao aumento da população que irá recorrer ao hospital.

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Rosa Matos, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo Daniel Rocha

O Hospital de Cascais é a primeira Parceria Público-Privada (PPP) - dos quatro hospitais do SNS que mantêm esta modalidade - a terminar o contrato de gestão clínica. Mas o concurso para uma nova PPP, que deveria ser lançado até ao final deste ano, está atrasado. O que levou à renovação do actual contrato de gestão com o grupo Lusíadas Saúde até 2020, tempo que permitirá — como explica a presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Rosa Matos — que o grupo de trabalho defina o caderno de encargos, lance o concurso público internacional e seja escolhido um novo gestor. Além da revisão do número de consultas e cirurgias, o hospital terá mais especialidades, como oncologia, e irá receber mais 90 mil pessoas com a transferência de utentes que até agora pertencem ao Hospital Amadora-Sintra.

O contrato da PPP de Cascais termina a 31 de Dezembro de 2018. Como está a situação?
O contrato foi renovado por mais dois anos, até 2020, para trabalharmos todo o processo do concurso internacional para esta nova parceria. Foi a partir do estudo da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), do Ministério das Finanças, que houve esta renovação por mais dois anos, para dar tempo a que a equipa prepare tudo o que devem ser as peças necessárias para a abertura do novo concurso.

E para a ARSLVT o que são as peças necessárias? A UTAP apontava a necessidade de fazer uma revisão nos números de consultas e cirurgias.
Além da produção, vamos ter novas valências como a oncologia médica, a infecciologia, a psiquiatria, pedopsiquiatria. Vamos ter uma maior área, cerca de mais 90 mil pessoas. Há neste momento oito freguesias de Sintra que são atendidas em Cascais só na área materno-infantil. Vamos fazer com que essa população possa ter lá todo o atendimento. Logo vai ter que crescer em número de camas de internamento e em cirurgia.

Foi isso que atrasou o concurso?
Não atrasou. São coisas que demoram e que são necessárias ser trabalhadas com estudos de suporte.

Passará pela construção de um novo piso?
Possivelmente. O hospital tem 234 camas e ficarão à volta de mais 120 camas. Tudo isto é uma possibilidade.

Quando poderão lançar o concurso?
Penso que até 2020 este trabalho estará feito. Existe um grupo de trabalho com as Finanças, ARS, Administração Central do Sistema de Saúde, Ministério da Saúde.

Notícia alterada dia 29 de Novembro, às 12h07. Clarifica que existem actualmente quatro hospitais em PPP e que Cascais é o primeiro destes a terminar o contrato.