Rosário Farmhouse à frente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças

Fez carreira no Serviço Jesuíta aos Refugiados e foi alta comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural.

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Rosário Farmhouse é a nova presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, substituindo Armando Leandro, que ocupava o cargo desde 2005. O despacho deve ser publicado no Diário da República nos próximos dias. 

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, sugeriu e o primeiro-ministro, António Costa, aplaudiu. Ainda que como independente, Rosário Farmhouse era o oitavo nome da lista de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa nas autárquicas de 2007. 

Farmhouse nasceu em Lisboa, na freguesia e São Sebastião da Pedreira, em 1968. Licenciada em Antropologia pela Universidade Técnica, iniciou a sua vida profissional na Caritas Diocesana de Lisboa e fez carreira no Serviço Jesuíta aos Refugiados, onde desemprenhou funções de direcção entre 2003 e 2008.

Durante seis anos, assumiu a liderança do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, o actual Alto Comissariado para as Migrações. Foi substituída em 2014 pelo actual alto-comissário, Pedro Calado, altura em que ingressou os quadros do Colégio São João de Brito.

O seu trabalho tem sido alvo de reconhecimento. Foi condecorada com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pela Presidência da República, distinguida pela Câmara Municipal de Loures com a Medalha de Mérito e Dedicação e agraciada com o prémio Padre António Vieira.

O Prémio Padre António Vieira, instituído em 2008, por ocasião do IV Centenário do nascimento do Padre António Vieira, foi-lhe atribuído pela actividade desenvolvida “em prol da integração de imigrantes provenientes de diferentes culturas”. Um mês depois, assumiu as funções de alta comissária.

Há muito que o juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça Armando Leandro, um nome indissociável dos direitos da criança em Portugal, dava sinais de cansaço. Quando assumiu a presidência da então chamada Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, já era presidente da Associação Portuguesa para o Direito dos Menores e da Família e do conselho jurídico do Instituto de Apoio à Criança. 

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