Opinião

A quem incomoda Teresa Leal Coelho?

Para os que a acusam de não ter ideias, é bom lembrar que alguns dos seus opositores se apressaram a apropriar-se dessas mesmas ideias que tem para Lisboa.

Começo por uma declaração de interesses. Sou amiga pessoal de Teresa Leal Coelho. Conheço-lhe a coragem, a frontalidade e a excelência intelectual.

Não precisa que a defendam. Mas por um imperativo de consciência não posso ficar em silêncio.

Neste momento, em que mais uma vez enfrenta uma batalha política, com a coragem que lhe é característica, olho para alguma opinião, escrita e falada, e não posso fingir que não a vejo e que não a oiço.

Seria mais cómodo? Seria. Mas eu não gosto de pactuar nem com simplismos nem com inverdades.

Vejo a Teresa Leal Coelho ser criticada e retratada como alguém sem ideias, sem capacidade para enfrentar a luta pela liderança de Lisboa, sem, sem...

O direito à crítica e à sã luta política fazem parte da democracia. A calúnia, o despeito político, os jogos desleais e razões ainda mais obscuras, não.

Quando olho para o percurso de tantos críticos – muitos sob a cobardia do anonimato –, tantos difamatórios ou preconceituosos, não vejo naqueles que ao menos se identificam, em geral, uma pequena parte do curriculum de Teresa Leal Coelho, seja pessoal, profissional ou político.

Não sei quantas vidas mudaram, se mudaram alguma, mas sei que ela mudou muitas.

Quando lutou pela criminalização do enriquecimento ilícito, pela delimitação do superior interesse da criança, de acordo com as recomendações internacionais a que ninguém ligava, quando lutou pela co-adopção por casais do mesmo sexo, quando lutou pelo casamento entre pessoas do mesmo género, quando lutou pelo registo de interesses, sobre filiações a instituições não transparentes, entre muitas outras matérias, sempre do lado da Liberdade.

Quem agora a critica com tanta leveza, pode orgulhar-se do mesmo?

Teresa Leal Coelho tem um projecto para Lisboa. Uma Lisboa cosmopolita, uma Lisboa inclusiva, uma Lisboa que agrega e que não esquece ninguém. Uma Lisboa verdadeira, não de fachada.

Para os que a acusam de não ter ideias, é bom lembrar que alguns dos seus opositores se apressaram a apropriar-se dessas mesmas ideias que tem para Lisboa, ou seja, a tomá-las como se de suas se tratassem.

Quem falou primeiro na necessidade de transparência nos contratos e “empregos” na CML? Teresa.Leal Coelho.

Quem falou primeiro na necessidade de creches e lares?  Teresa.Leal Coelho.

Quem falou primeiro na discriminação positiva para fomentar a habitação?  Teresa.Leal Coelho.

Quem falou primeiro numa Lisboa inclusiva?  Teresa.Leal Coelho.

Muitos outros exemplos poderia dar. Assim a oiçam.

Teresa Leal Coelho sempre incomodou e incomoda muitos interesses.

Não se trata aqui de campanha eleitoral, mas da minha constatação pessoal e política e da minha indignação.

A campanha eleitoral irei fazê-la na rua, ao lado de Teresa Leal Coelho.