Maior revolução da floresta desde D. Dinis foi feita pelo Governo, assume Capoulas Santos

Ministro da Agricultura lamenta que só se tenha falado da reforma da floresta depois de Pedrógão.

Ministro deu entrevista à agência Lusa
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Ministro deu entrevista à agência Lusa LUSA/Inácio Rosa

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, deu uma entrevista à Agência Lusa na qual disse que o “Governo fez a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis”.

O governante lembra que os diplomas da reforma florestal foram postos em discussão pública antes do incêndio de Pedrógão, mas só depois da tragédia lhe deram atenção. "Ocorreu a tragédia e de todos os lados surgiram entendidos sobre a matéria", acusou Capoulas Santos.

“Todos os que estiveram distraídos durante um ano, todos os que passaram depois de Pedrógão a comentar a floresta todos os dias, foram incapazes de dedicar 60 segundos à discussão do tema quando ele esteve em discussão pública. Foram nessa altura incapazes de avançar com qualquer crítica, qualquer sugestão. Ocorreu a tragédia e de todos os lados surgiram entendidos sobre a matéria e ainda por cima acusando o Governo de não ter trabalhado sobre o assunto, quando esse trabalho estava em marcha e era visível, estava até publicado no Diário da República”, diz à Lusa.

Capoulas Santos explica que este Governo "chegou à conclusão de que era a hora da floresta” e que essa prioridade foi assumida simbolicamente logo na altura da sua nomeação - o nome do ministério inclui a palavra "florestas". “Estou muito satisfeito por um ano depois termos conseguido fazê-lo, contra tudo e contra todos, contra lóbis, comentadores, cientistas, e ninguém teve coragem de destroçar esta reforma”.

Apesar das dificuldades, o ministro sublinha estão aprovados 10 dos 12 diplomas sobre a floresta, resultado de dois conselhos de ministros (um deles temático), debate parlamentar e acompanhamento do Presidente da República (que promulgou os diplomas com reparos)