Isaltino volta a atacar: “Mulher de juiz trabalha em laboratório intermunicipal de Oeiras”

Conselho Superior da Magistratura abriu inquérito a magistrado que recusou listas de dois movimentos independentes de candidatos à autarquia.

Em 2013 Isaltino e Paulo Vistas concorreram pela mesma lista, mas agora são adversários.
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Em 2013 Isaltino e Paulo Vistas concorreram pela mesma lista, mas agora são adversários. Enric Vives-Rubio

Depois de ter ontem afirmado que o juiz que recusou a candidatura das suas listas à Câmara de Oeiras teve como padrinho de casamento o seu adversário eleitoral Paulo Vistas, Isaltino Morais voltou a atacar esta quarta-feira.

“Tomámos hoje conhecimento de que a mulher do juiz Nuno Cardoso trabalha, desde o mês de Maio deste ano, no laboratório dos Serviços Intermunicipalizados de Oeiras e Amadora”, afirma o antigo presidente da autarquia, dizendo-se cada vez mais perplexo com “teia de relações entre as partes desta história”.

O magistrado em causa recusou também as listas de uma segunda candidata independente à Câmara de Oeiras, pela mesma razão que chumbou as de Isaltino: diz que as pessoas que subscreveram a candidatura não sabiam o que estavam a assinar, porque os candidatos não estão identificados nem na frente nem no verso dos abaixo-assinados.

O Conselho Superior da Magistratura vai abrir um inquérito às denúncias ontem feitas pelo candidato à Câmara de Oeiras Isaltino Morais.

Numa reacção publicada há pouco na sua página na rede social Facebook, Paulo Vistas - que é o actual presidente desta autarquia - lamenta o que se está a passar. "Infelizmente, por factos que me são totalmente alheios, o meu carácter foi atacado de forma leviana sem qualquer verdade ou fundamento", critica, para prosseguir: "Fui difamado pela mesma pessoa a quem, no passado, sempre manifestei solidariedade e respeito. Fui atacado na minha honra pela mesma pessoa por quem, durante anos, batalhei por defender a sua".

Para o autarca, a decisão judicial contra o seu antecessor "não pode justificar a leviandade das insinuações ontem feitas" por Isaltino Morais. Recordando que a independência do poder judicial é um pilar da sociedade, Paulo Vistas diz que o seu adversário eleitoral só pôs em causa o carácter e a seriedade do magistrado por já ter perdido todos os argumentos legais.