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Nações Unidas lançam campanha por trabalho digno para os jovens

Setenta milhões de jovens estão sem emprego e mais de 150 milhões trabalham, mas vivem em situações de pobreza. Agências da ONU lançaram campanha para "explorar o valor do empreendedorismo e da criação do próprio emprego" rumo a um trabalho "decente"

A propósito do Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, que se assinalou pela primeira vez esta terça-feira, 27 de Junho, várias agências das Nações Unidas (ONU) lançaram uma campanha internacional com o objectivo de aumentar, e melhorar, o emprego jovem.

"A criatividade, inovação e energia dos jovens estão a transformar ideias empresarias em soluções para o crescimento inclusivo e económico, mas as suas conquistas dependem das oportunidades disponíveis de trabalho digno em todo o mundo", escreve a Organização Internacional de Trabalho (OIT) em comunicado, relembrando que eles estão a mudar as sociedades e a "acelerar o progresso" no que respeita aos objectivos para 2030 da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável. No entanto, em todo o mundo, 70 milhões de jovens estão sem emprego e mais de 150 milhões trabalham, mas vivem em situações de extrema pobreza ou moderada. Uma realidade que exige "uma resposta forte e resoluta".

Sob o guarda-chuva da plataforma Global Initiative on Decent Jobs for Youth, lançada no ano passado, cinco agências das Nações Unidas, nomeadamente a OIT, o Centro de Comércio Internacional, o Fundo para o Desenvolvimento de Capital, a Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento e a Organização para o Desenvolvimento Industrial, apresentam agora uma campanha global que visa "explorar o valor do empreendedorismo e da criação do próprio emprego" rumo a um trabalho "decente".

De Junho a Agosto, a campanha Youth Entrepreneurship & Self-Employment vai focar-se em encontrar soluções para "vencer os obstáculos que impedem os jovens empresários de entrar no mundo empresarial". Os principais temas a tratar serão a falta de políticas e ecossistemas favoráveis, o acesso limitado a capital, a insuficiência de ferramentas para melhorar o desenvolvimento das capacidades e a transferência de conhecimento. O foco estará, entre outras coisas, nas estratégias para promover o empreendedorismo e criação do próprio emprego e no papel do acesso à informação, tecnologia e financiamento.

De acordo com o Conselho Internacional para Pequenas Empresas (ICSB), as micro, pequenas e médias empresas formais e informais, que empregam menos de 250 pessoas, representam mais de 90% do tecido empresarial global e são responsáveis, em média, por 60 a 70% do emprego. "São a espinha dorsal da maioria das economias mundiais e desempenham um papel chave nos países em desenvolvimento", salienta a ONU.