Capucho deseja candidatura de Rio à liderança do PSD e admite voltar ao partido

Antigo dirigente social-democrata vai voltar a apoiar a candidatura independente de Marco Almeida em Sintra.

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Nuno Ferreira Santos/Arquivo

O antigo militante e dirigente do PSD António Capucho disse nesta terça-feira desejar a candidatura de Rui Rio à liderança do partido no próximo Congresso e admitiu voltar a filiar-se com uma nova direcção e uma "regeneração profunda".

Em declarações à Lusa e à RTP, à entrada para um jantar-conferência que teve Rui Rio como orador, o antigo presidente da Câmara Municipal de Cascais salientou que tem acompanhado o ex-autarca do Porto nas várias iniciativas que tem realizado pelo país "não só por amizade, mas também por interesse".

"Não escondo que, como social-democrata, via com bons olhos Rui Rio lançar-se no próximo congresso a uma candidatura à liderança do partido. Tem condições muito boas, para não dizer únicas neste momento, para poder regenerar o PSD, que bem precisa", referiu.

Questionado se poderá voltar ao partido que o expulsou quando apoiou uma candidatura autárquica independente, Capucho respondeu afirmativamente, embora pondo condições: "Admito que sim, não tendo qualquer reserva a manter-me como independente não deixo de considerar que o PSD foi onde eu cresci politicamente e andei 40 anos da minha vida, a partir do momento em que o partido possa proceder a uma regeneração interna profunda".

Sobre o actual presidente do partido, Pedro Passos Coelho, Capucho reiterou as críticas de que se afastou da matriz social-democrata. "Esse afastamento foi grande durante o governo do PSD e a oposição que tem desenvolvido não tem sido brilhante, é o mínimo que posso dizer", afirmou.

Sobre o que espera das próximas autárquicas – onde voltará a apoiar a candidatura independente de Marco Almeida em Sintra, mas desta vez com o apoio do PSD –, António Capucho considerou que o partido "poderá aguentar-se" se apostar em candidatos "amados pela população". "O PSD uma das virtudes que tem desde 76 é que é fortíssimo nas autárquicas", afirmou, considerando que uma eventual vitória em Sintra seria como "uma lança em África".

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