Câmara de Loures vai lançar petição pública para reivindicar Metro no concelho

O município pretende que a rede do Metropolitano de Lisboa seja alargada em dois eixos do concelho, nomeadamente Santo António dos Cavaleiros - Infantado e Portela - Sacavém.

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"É uma reivindicação mais do que justa e acreditamos que esta petição irá dar mais força à nossa causa", diz o autarca Bernardino Soares Rui Gaudencio

A Câmara Municipal de Loures aprovou esta quarta-feira o lançamento de uma petição pública para reivindicar o alargamento da rede do metro às cidades de Loures e Sacavém, que vai enviar para a Assembleia da República e Governo. O documento foi aprovado esta manhã, por unanimidade, durante uma reunião do executivo liderado pelo comunista Bernardino Soares.

As reivindicações da Câmara Municipal de Loures surgem na sequência do anúncio que foi feito no início deste mês pelo Governo de que o Metropolitano de Lisboa iria ter mais duas estações até 2022 - Estrela e Santos, estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, está previsto o prolongamento da Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações na Estrela e em Santos. O custo desta obra é de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI - Banco Europeu de Investimento.

Esta tarde, em declarações à agência Lusa, o autarca de Loures (distrito de Lisboa) explicou que o município pretende que a rede do Metropolitano de Lisboa seja alargada em dois eixos do concelho, nomeadamente Santo António dos Cavaleiros - Infantado e Portela - Sacavém. "É uma reivindicação mais do que justa e acreditamos que esta petição irá dar mais força à nossa causa. Queremos envolver toda a comunidade", afirmou Bernardino Soares.

No dia da apresentação, a Câmara Municipal de Loures manifestou a sua insatisfação pelo facto deste projecto de alargamento da rede do metro não abranger também o concelho de Loures. A chegada do metro a esta cidade chegou mesmo a ser anunciada em 2009, pela então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. A socialista é actualmente Ministra do Mar.

Na reunião de Câmara desta quarta-feira foi também aprovado, por unanimidade, um acordo com o Ministério da Educação para a construção de um pavilhão gimnodesportivo na escola básica João Villaret, na freguesia de Loures. Durante a sua intervenção, Bernardino Soares explicou que se tratava de uma obra que devia ter sido realizada em 2009, sendo "uma promessa do governo da altura" (PS).

À Lusa, Bernardino Soares referiu que a tutela irá disponibilizar 330 mil euros para a construção deste equipamento, que o autarca estima que poderá custar perto de 1,5 milhões de euros, ainda sem uma data de conclusão prevista.

A Câmara Municipal de Loures aprovou ainda, por unanimidade, o estabelecimento de um contrato programa com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para a construção de um centro de saúde em Santa Iria da Azoia.

A nova unidade de saúde irá servir 20.900 utentes e representa um investimento superior a um milhão de euros, estando prevista a conclusão da obra em 2019.

A construção do centro de saúde de Santa Iria da Azoia será financiada a 100% pelo Governo, ficando a Câmara Municipal de Loures responsável pela elaboração do projecto, condução e fiscalização da obra e arranjos exteriores.

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