Quem é Ariana Grande?

Deu nas vistas na TV, antes de se tornar numa cantora cotada no universo R&B, dirigindo-se essencialmente a uma audiência juvenil. No ano passado cancelou a sua participação no Rock In Rio-Lisboa, tendo agora concerto marcado para 11 de Junho na Meo Arena.

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Desfile da Victoria Secret, em Londres, 2014 Suzanne Plunkett/Reuters
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Actuação nos MTV Video Music Awards, em Nova Iorque, 2016 Lucas Jackson/Reuters
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Ariana Grande recebe prémio para melhor artista do ano nos American Music Awards, em Los Angeles, 2016 Mario Anzuoni/Reuters
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Ariana Grande actua no iHeartRadio Music Festival, em Las Vegas, 2016 Steve Marcus/Reuters
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Ariana Grande actua nos Country Music Association Awards, em Nashville, 2014 Harrison McClary/Reuters

A cantora Ariana Grande, que tem uma data marcada (11 de Junho) para actuar em Lisboa, no Meo Arena, mostrou-se “desfeita”, depois da explosão que ocorreu pouco depois do final do seu espectáculo, esta segunda-feira, na Manchester Arena. Na conta do Twitter escreveu: “Do fundo do coração, lamento imenso. Não tenho palavras.” Também o seu manager, Scooter Braun, reagiu aos acontecimentos dizendo que “palavras não conseguem expressar a tristeza pelas vítimas e as suas famílias, magoadas por este ataque sem sentido. Lamentamos pelas vidas das crianças e entes queridos levados por este acto cobarde.”

Ariana Grande é um daqueles casos, comuns nos Estados Unidos, de uma estrela da TV que se transformou numa diva da música pop, tendo saltado para a ribalta em 2013 com o álbum Yours Truly, incorporando soul, hip-hop e sonoridades dançantes na sua música, da qual haveria de resultar o grande sucesso Problem, que contava com a colaboração da cantora Iggy Azalea. O seu público-alvo é essencialmente juvenil, principalmente na Europa, embora nos Estados Unidos, onde a música e cultura R&B tem mais alcance e protagonismo, seja mais transversal.

Natural da Florida, nasceu em 1993, começando a actuar e a cantar desde muito nova, surgindo em produções teatrais locais. Aos 15 anos, estreou-se numa produção da Broadway, intitulada 13, que foi bem recebida, saltando daí para vários musicais e para a televisão, para o programa Victorious – onde era Cat Valentine –, o que lhe deu imensa visibilidade. Daí passou para o universo da música onde o single The way (2013), com Mac Miller, viria a ser o primeiro indício do que se seguiria, alcançando o top de vendas americano. Seguiu-se o primeiro álbum, mas seria o segundo, My Everything (2014), precedido do single Problem, que a guindaria ao estrelato. No Verão de 2014 o seu nome estava em todas as tabelas nos Estados Unidos e na Europa, graças a uma sucessão de singles retirados do álbum como Break free, Bang bang ou Love me harder. Em determinada altura, três canções da sua autoria figuravam no top 10 da Billboard, algo que apenas Adele alcançou.

Em Outubro de 2015 lançou o single Focus, que antecedeu o álbum do ano passado, Dangerous Woman, com participações de Macy Gray, Future ou Nicki Minaj, alcançando a marca da platina, ajudada por uma nomeação ao Grammy de melhor álbum vocal pop. Seguiu-se uma digressão mundial – que a deveria ter levado ao Rock In Rio-Lisboa, mas o concerto foi cancelado por motivos de doença. Na primeira metade deste ano gravou um dueto com John Legend, Beauty and the beast, para integrar a banda-sonora de um filme da Disney. Agora resta saber, depois dos acontecimentos da noite de segunda-feira, se irá prosseguir a digressão.