Salvador Sobral passa à final da Eurovisão

Depois de um interregno de um ano, Portugal voltou aos palcos da Eurovisão. Esta é das poucas vezes em que a canção de Portugal é uma das favoritas à conquista do primeiro lugar do festival.

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Portugal foi apurado para a final da Eurovisão, depois da sua actuação na primeira meia-final que aconteceu em Kiev, na Ucrânia — o país vencedor no ano passado — na noite desta terça-feira. Dos 18 países participantes nesta meia-final, só dez foram apurados para a final de sábado: além de Portugal, passou a Moldávia, a Grécia, a Suécia, o Azerbaijão, a Polónia, o Chipre, a Arménia, a Bélgica e a Austrália. Para trás ficou a Geórgia, a Albânia, o Montenegro, a Finlândia, a Islândia, a República Checa, a Eslovénia e a Letónia. 

Salvador — a nona actuação da noite — foi o único intérprete que não cantou no palco principal mas sim num palco secundário, mais à frente, rodeado pelo público. Enquanto Salvador Sobral cantava, a plateia manteve-se silenciosa, bamboleando ao som de Amar pelos dois. À volta do palco, vários espectadores acenderam as lanternas dos seus telemóveis, fazendo lembrar pequenos pirilampos ou estrelas reluzentes. Para além desta singularidade, a balada que representa Portugal é a única canção desta primeira meia-final cuja letra não está em inglês.

Na emissão transmitida em Portugal, Salvador foi apresentado como “adorável”, com uma “carreira próxima do jazz”. Algumas das imagens do vídeo de apresentação de Salvador Sobral – que antecedeu a actuação – foram gravadas com a irmã e outras foram no elevador da Bica, em Lisboa. No fim da meia-final, ficou decidido que Salvador Sobral actuaria durante a primeira parte da emissão na final da Eurovisão. O intérprete deixou ainda um apelo à Europa para que ajudasse os refugiados

Devido a complicações de saúde que o impediram de partir mais cedo, Salvador Sobral só chegou a Kiev, na Ucrânia, na véspera da primeira meia-final, a tempo do último ensaio geral. A sua irmã – e compositora da canção – representou-o nos ensaios anteriores.

São precisos cerca de dez meses para preparar o Festival da Eurovisão – em que estão envolvidos cerca de 800 técnicos – e são investidos cerca de 50 milhões de euros só na semana das actuações.  

A votação é feita de forma repartida: 50% dos votos é da responsabilidade do público e outros 50% são definidos por um júri de cada país participante. Existem seis países que têm acesso directo à final: a Ucrânia, por ser o país anfitrião, e os Big Five (Alemanha, França, Espanha, Itália e Reino Unido), cujo acesso é garantido por serem os principais contribuidores financeiros do concurso. 

Na segunda meia-final, que decorrerá na quinta-feira, 11 de Maio, participarão 18 países e só dez passarão: Sérvia, Áustria, Macedónia, Malta, Roménia, Holanda, Hungria, Dinamarca, Irlanda, San Marino, Croácia, Noruega, Suíça, Bielorrússia, Bulgária, Lituânia, Estónia e Israel.

Já a final da Eurovisão está marcada para a noite de sábado, dia 13 de Maio. É rezar por um milagre.

Os dez finalistas (e os outros oito)

 

Kasia Mos, Polónia — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Demy, Grécia — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Salvador Sobral, Portugal — finalista LUSA/SERGEY DOLZHENKO
Dihaj, Azerbaijão — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Isaiah, Austrália — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Sunstroke Project, Moldávia — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Robin Bengtsson, Suécia — finalista LUSA/SERGEY DOLZHENKO
Blanche, Bélgica — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Hovig, Chipre — finalista Reuters/GLEB GARANICH
Artsvik, Arménia — finalista LUSA/SERGEY DOLZHENKO
Slavko Kalezic, Montenegro LUSA/SERGEY DOLZHENKO
Svala, Islândia Reuters/GLEB GARANICH
Norma John, Finlândia Reuters/GLEB GARANICH
Tamara Gachechiladze, Geórgia LUSA/SERGEY DOLZHENKO
Triana Park, Letónia Reuters/GLEB GARANICH
Francesco Gabbani, Itália Reuters/GLEB GARANICH
Lindita, Albânia Reuters/GLEB GARANICH
Martina Bárta, República Checa LUSA/SERGEY DOLZHENKO
Omar Naber, Eslovénia Reuters/GLEB GARANICH
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