Oferta da Douro Azul no Tua inclui barcos circulares com um churrasco no centro

Barco, autocarro e comboio turísticos do Tua arrancam a todo o vapor em Junho. "Tua - Emoções Fortes" quer atrair 100 mil turistas ainda até ao final deste ano.

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Paulo Pimenta
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A empresa Douro Azul, conhecida pelas embarcações de luxo no Douro, quer arrancar com o novo projecto turístico no vale do Tua na primeira semana de Junho. E tem ofertas surpreendentes

A apresentação do novo percurso ao longo do rio decorreu esta terça-feira, mas ainda não foi feita na embarcação em aço que está a ser terminada em Viana do Castelo. O barco rabelo com capacidade para 120 passageiros e que conseguirá receber refeições a bordo só chega no final deste mês e, por isso, o trajecto de uma hora entre Brunheda e a albufeira da Barragem do Tua, “nunca antes realizado”, salienta o empresário Mário Ferreira, foi feito em barcos semi-rígidos. Entre a estação do Tua e o Cais da Barragem, o percurso será feito de autocarro semi-aberto.

A base principal do novo roteiro, a Brunheda, no concelho de Carrazeda de Ansiães, em Trás-os-Montes, vai ser o centro da actividade e por isso vai ser reabilitada uma quinta abandonada e as poucas casas que existiam próximas daquela zona.

A Brunheda vai ser o ponto de ligação entre o barco e o comboio de 150 lugares que termina em Mirandela e que percorrerá um troço de 36 quilómetros com a duração de hora e meia e custará 15 euros por pessoa. Algumas partes da antiga linha férrea do Tua, que foi sendo desactivada ao longo dos anos e que ficou parcialmente submersa quando a barragem encheu, foram aproveitadas para construir os novos carris do comboio turístico que vai passar quatro vezes ao dia. Ao longo do passeio de barco é possível ver zonas onde a linha antiga submerge e depois volta a aparecer mais à frente.

Além do barco principal, onde a viagem de ida vai custar 12 euros, irá ainda existir a possibilidade de alugar dez embarcações mais pequenas, que as próprias pessoas podem navegar, e outros “mais originais”, disse Mário Ferreira enquanto mostrava a fotografia de barcos circulares, com um pequeno motor eléctrico e que são equipados no centro com um churrasco.

A empresa pretende atrair até aquela zona 100 mil turistas ainda até ao final deste ano e espera criar, directamente, 20 postos de trabalho, mais os “que vão surgir da restauração e do alojamento local”, contabiliza a directora do negócio. Carla Vaz diz que todo o recrutamento é feito “privilegiando os locais” e que todas as pessoas do concelho “poderão vir a participar neste projecto”.

Quanto ao transporte da população, outra parte do plano de mobilidade a que a EDP ficou obrigada com a construção da barragem, Mário Ferreira diz que “já está tratado”. “O metro continua operacional entre o Cachão e Mirandela e do Tua até Brunheda, o transporte já está concessionado à Santos", uma empresa de autocarros. No entanto, é claro: "nós o que fizemos foi tratar da vertente turística, que é o que estamos a fazer".

Questionado sobre os possíveis atrasos no licenciamento, o presidente da Douro Azul referiu que "tudo que é único e novo traz dificuldades porque os meios nas instituições (de regulação) são escassos” e o país " não está preparado para situações inovadoras", mas espera que o processo burocrático não seja um entrave ao arranque do projecto.

Os bilhetes para o “Tua- Emoções Fortes" podem ser combinados, alternando entre comboio, autocarro e barco, ida e volta, numa extensão de 60 quilómetros da região do Vale do Tua “que estava esquecida em termos turísticos”.

A empresa gostava ainda construir um passadiço de 12 quilómetros, que pode ser também percorrido por bicicletas eléctricas ou a pé, entre a Brunheda e São Lourenço, mas esta ideia ainda não está incluída no projecto.

A Douro Azul tem a subconcessão da exploração da mobilidade turística além da quotidiana, contrapartida pela exploração da componente turística, cuja responsável é a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua que é constituída pelos cincos municípios da área da barragem e pela EDP. O acordo deve vigorar por 50 anos e já foram ultrapassados os 15 milhões de euros de investimento inicial. 

Texto editado por Ana Fernandes