Passos recebe apoio de dirigentes distritais na oposição à TSU

Também se falou de autárquicas e o líder social-democrata lamentou que todas as semanas haja notícias sobre candidatos para Lisboa.

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NFS - Nuno Ferreira Santos

Os dirigentes distritais do PSD deram conforto ao presidente do partido pela sua oposição à descida da Taxa Social Única (TSU), acordada em concertação social mas sem apoio à esquerda no Parlamento. Numa reunião nesta quinta-feira, na sede do partido, os sociais-democratas falaram muito sobre autárquicas. E até Passos Coelho desabafou sobre Lisboa: ajudava se todas as semanas não houvesse notícias sobre pessoas convidadas.

Na quinta-feira à noite, o jantar de Passos Coelho com os líderes das distritais, que se prolongou até à uma e meia da manhã, serviu para falar das próximas eleições mas também de política nacional. Ao que o PÚBLICO apurou, houve um sentimento generalizado de que Passos Coelho esteve bem na posição contra que assumiu sobre a descida da TSU, fazendo com que os partidos que apoiam o Governo se comprometam mais uns com os outros. Uma ideia que consideraram ter ficado reforçada com a declaração posterior do primeiro-ministro, de que o PSD não faz falta. Na descrição de uma fonte, os dirigentes distritais mostraram satisfação por terem um líder que também sabe fazer oposição, se quiser.

Relativamente às autárquicas, as distritais fizeram o ponto de situação sobre a escolha e apresentação de candidatos. E foram referidos alguns problemas ainda por ultrapassar em coligações com o CDS, como o da Mêda (Guarda) e de Santarém. Em Vila Real já é certo que não haverá nenhuma aliança com o CDS no distrito, ao contrário do que aconteceu em 2013.

Em Lisboa, onde ainda não há candidato, o líder do partido desabafou sobre os muitos convites que têm sido noticiados e que não ajudam a trabalhar com serenidade. Um desses nomes foi o da vice-presidente Teresa Morais. A deputada foi, no entanto, desafiada na reunião a ser candidata em Sines (que é do PS) pelo líder da distrital, Bruno Vitorino. 

Sobre a data mais desejada para as eleições autárquicas – que caberá ao Governo a marcar – as opiniões convergiram para o dia 1 de Outubro, já que na semana seguinte o feriado do dia 5 (quinta-feira) pode levar que muitos trabalhadores façam miniférias até ao domingo dia 8.