Queixas por violência doméstica aumentaram 1% no primeiro semestre de 2016

PSP e a GNR registaram 13.123 ocorrências de violência doméstica nos primeiros seis meses do ano passado.

No primeiro semestre de 2016 a GNR recebeu 5461 queixas de violência de doméstica e a PSP 7662.
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No primeiro semestre de 2016 a GNR recebeu 5461 queixas de violência de doméstica e a PSP 7662. Miguel Manso

A PSP e a GNR registaram 13.123 ocorrências de violência doméstica no primeiro semestre de 2016, representando um aumento de 1% em relação ao mesmo período de 2015, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (DGMAI).

O documento Violência doméstica - 2015, relatório anual de monitorização, da responsabilidade SGMAI, indica que as forças de segurança receberam mais 125 participações no primeiro semestre de 2016 em relação ao período homólogo de 2015.

O relatório, disponibilizado pela SGMAI, adianta que o maior número de queixas foi apresentado à PSP, que registou um aumento de 3,6% nos primeiros seis meses de 2016 face a período idêntico do ano anterior, enquanto as participações que chegaram à GNR diminuíram 2,6%.

Segundo o mesmo documento, a GNR recebeu 5461 queixas de violência de doméstica e a PSP 7662.

Os distritos com mais queixas de violência doméstica, nos primeiros seis meses de 2016, foram Lisboa (3047), Porto (2357) e Setúbal (1108).

Já os distritos que registaram menos participações foram Beja (122), Guarda (151) e Bragança (159).

O relatório indica também que foi o distrito de Beja que registou o maior aumento de queixas de violência doméstica no primeiro semestre de 2016, tendo subido 20,8% face ao mesmo período de 2015, seguido de Lisboa, com 7,5%, e de Braga, onde se verificou um aumento de 6,1%.

Já os distritos com maiores descidas no primeiro semestre de 2016 foram a Guarda (menos 20,1%) e Santarém (menos 15,1%).

"Os dados relativos ao primeiro semestre de 2016 apontam para um ligeiro aumento de ocorrências participadas às forças de segurança", tornando-se, no entanto, necessário aguardar pelos dados do segundo semestre de 2016 para confirmar ou infirmar esta tendência, refere ainda o relatório. 

Em 2015, a tendência foi a oposta. Registou-se uma ligeira redução do número de participações à PSP e à GNR relativamente a 2014, da ordem dos 1,8%.