Síria

"Ou os que estão em Alepo não são humanos, ou já não há humanos no mundo para ver o que se passa"

Ao mesmo tempo que o primeiro corredor de evacuação do Leste de Alepo sai da cidade, transportando, no total, 951 pessoas (entre as quais mulheres, crianças e feridos), no campo de refugiados de Akkar, no Líbano, cidadãos sírios estão desolados com a indiferença do mundo perante a guerra que está a destruir o seu país. "Depois de tudo o que vimos e ouvimos, não há mais nada a dizer", desabafa Osama Kattar, refugiado. "É uma de duas coisas: ou aqueles que estão em Alepo não são considerados humanos, ou já não restam humanos no mundo para ver o que se passa. O que podemos dizer? O mundo inteiro está a assistir ao que está a acontecer." 

O plano de cessar-fogo tinha como principal objectivo permitir a saída de milhares de sobreviventes da cidade devastada. Nos últimos dias da ofensiva, as Nações Unidas denunciaram o massacre de centenas de pessoas, muitas das quais sumariamente executadas pelos soldados sírios à porta de casa.

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