CDS lança livro com discursos dos últimos 40 anos no Parlamento

Ex-líder Paulo Portas está confirmado para a apresentação da publicação na próxima segunda-feira

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Paulo Portas vai participar num almoço de apresentação do livro Pedro Cunha

O CDS-PP vai sentar à mesma mesa, na próxima segunda-feira, o fundador Basílio Horta, o antigo líder parlamentar António Lobo Xavier e o ex-presidente do partido Paulo Portas para um almoço de apresentação de um livro. Trata-se de uma publicação com intervenções que dirigentes do partido fizeram na Assembleia da República nos últimos 40 anos.

Desde o primeiro líder parlamentar, passando também por antigos presidentes do partido – como Freitas do Amaral, Adriano Moreira e Paulo Portas – até figuras de topo que foram ministros estão representados no livro com um texto retirado do Diário da Assembleia da República. É nesse registo, que inclui apartes de outras bancadas, que o texto é apresentado.

Nem sempre os discursos escolhidos foram proferidos quando os protagonistas exerciam os cargos mais altos no partido e no Governo. A intervenção de Paulo Portas, por exemplo, foi feita na sessão solene do 25 de Abril de 2001 quando o líder do partido homenageia as vítimas das FP25. O mesmo acontece com José Ribeiro e Castro, líder entre 2005 e 2007, que tem uma intervenção de 1978 enquanto deputado.

A selecção – que começou ainda na anterior legislatura e foi coordenada pelo ex-deputado Raul Almeida – é baseada “numa homenagem e um elogio ao brilhantismo parlamentar” dos protagonistas do CDS, segundo o actual líder parlamentar, Nuno Magalhães. Nesse sentido, os critérios são determinados “em alguns casos pela sua relevância histórica noutros pela influência no momento e noutros ainda pela actualidade de que se revestem”, afirmou.

O discurso da actual líder do partido foi proferido em 2011, pouco tempo antes das eleições legislativas, ainda antes de ser ministra, no momento em que diz que o programa da troika é o “possível”. Também a intervenção de Freitas do Amaral é um momento simbólico: o deputado despede-se dos trabalhos da Assembleia Constituinte, em 1976.