Narcotraficante "El Chapo" pede anulação de extradição para os EUA

Joaquim Guzman argumenta que, nos EUA, poderá ser condenado à pena de morte.

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Joaquin Guzman é procurado no Texas e na Califórnia por tráfico de droga, homicídio e branqueamento de capitais Reuters

O narcotraficante mexicano Joaquin "El Chapo" Guzman pediu esta terça-feira a anulação da sua extradição para os Estados Unidos, que querem julgá-lo por tráfico de droga e homicídios, anunciaram os advogados que argumentaram que no Texas existe pena de morte.

O advogado Andres Granados entregou o recurso num tribunal mexicano que, em Outubro, já tinha rejeitado um primeiro pedido contra a extradição. Se o recurso for novamente rejeitado, Guzman vai recorrer para o Supremo Tribunal, a quem pedirá que o México não envie um dos seus cidadãos para ser julgado num local onde existe a pena de morte.

Em Maio, o ministro mexicano dos Negócios Estrangeiros tinha assegurado, depois de autorizar a extradição, que obtivera das autoridades americanas a garantia de que "a pena de morte não seria aplicada". Porém, o narcotraficante será julgado no Texas, onde esta pena está em vigor - e as garantias do embaixador americano ao ministro não são válidas, referiu outro advogado.

Joaquin Guzman é procurado no Texas e na Califórnia por tráfico de droga, homicídio e branqueamento de capitais. O Governo mexicano tinha anunciado que a extradição seria feita em Janeiro ou Fevereiro de 2017.

Depois de ter sido capturado em Janeiro deste ano, em Sinaloa, "El Chapo" foi levado para a prisão de Altiplano, de onde fugira de forma rocambolesca, através de um túnel de um quilómetro, em Julho de 2015. Foi depois enviado para a prisão de Ciudad Juarez, junto à fronteira com o Texas.