Precariedade entre os professores continua em alta nos Açores

Sindicato açoriano denuncia concurso de contratação de docentes

Os portugueses depositam maior confiança nos professores do que no sistema de ensino
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Todos os anos são colocados nos Açores 700 professores a contrato, denuncia sindicato ADRIANO MIRANDA

O presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), José Pedro Gaspar, considerou nesta sexta-feira que a contratação de professores na região para o ano escolar 2016/2017 "fracassou" em todos os objectivos a que se propôs.

"O concurso extraordinário, naquilo que eram os seus principais objectivos, fracassou. Fracassou no objectivo de integrar 300 docentes, como estava definido no preâmbulo da criação do próprio diploma, e fracassou também no objectivo de contrariar a precariedade que grassa entre a classe docente", afirmou José Pedro Gaspar em conferência de imprensa, em Ponta Delgada.

O SDPA assegura que continua a haver "carência de docentes nos Açores" e que, à semelhança do ano passado, "os quadros de pessoal de algumas das escolas da região estão manifestamente subdimensionados" e existem "grupos com grandes carências de docentes", como é o caso do1.º ciclo do ensino básico, Português ou Matemática.

José Pedro Gaspar lamentou, por isso, que a estratégia do Governo Regional dos Açores se mantenha a mesma de há três anos com idêntico "número de vagas proporcionadas, em cada grupo de recrutamento e em cada escola da região".

"A região, com estes três concursos extraordinários, foi vinculando cerca de 70 professores em cada ano, portanto, num total de 220 docentes e todos os anos tem de contratar a termo resolutivo 700 professores, ou seja, está a integrar em quadro vinculativo cerca de 10% dos professores de que necessita ainda e que são necessidades permanentes", disse.

"Comparativamente à Madeira, os Açores têm menos cerca de 1500 professores, quando a população estudantil nos Açores é em número mais elevado do que na Madeira.