O fim do abate das árvores foi aprovado pelo Parlamento norueguês  pixabay
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O fim do abate das árvores foi aprovado pelo Parlamento norueguês pixabay

Na Noruega já não se abatem árvores

O Parlamento norueguês aprovou recentemente o fim do abate de árvores. O país é pioneiro nesta medida. Entretanto, em Lisboa há quem lute pela vida de algumas árvores

O Parlamento norueguês aprovou recentemente o fim do abate de árvores no país escandinavo. A luta era antiga: a associação “The Rainforest Foundation Norway” é uma das maiores organizações do mundo no que toca aos direitos da protecção da floresta e tem vindo a lutar há alguns anos para que a medida seja aprovada.

O país é o primeiro a assumir este compromisso, que surge na sequência da Cimeira do Clima das Nações Unidas, de 2014. Nils Hermann Ranum, responsável pela associação, afirmou, em comunicado, que esta era uma vitória para o país.

A medida, acredita o responsável, deverá ser seguida pela Alemanha e pelo Reino Unido, em consequência das promessas realizadas na Cimeira de promoção de esforços contra cadeias de produção que gerem cortes de árvores. O governo norueguês responsabilizou-se também por encontrar forma de fornecer alguns bens essenciais, como a carne, soja, madeira e óleo de palma, produtos responsáveis por quase metade da desflorestação de florestas tropicais em todo o mundo, assim como pela proibição da compra de qualquer matéria-prima que prejudique a florestação mundial.

Petição pública em Lisboa

A propósito, em Portugal, quinze árvores foram recentemente abatidas na sequência de obras de requalificação que estão neste momento a decorrer em Lisboa. Emanuel Sousa, técnico de agronomia, fez um protesto — esteve quatro dias em frente a um dos choupos cortados na Avenida Fontes Pereira de Melo, com um cartaz, onde se lia “Querem cortar esta árvore”. Está também a decorrer uma petição pública pela preservação das árvores em várias avenidas de Lisboa.