O Nos Primavera Sound mais concorrido de sempre

Passes gerais do festival estão esgotados e metade deles foram vendidos no estrangeiro.

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O recinto do festival foi preparado para o crescimento do número de espectadores PAULO PIMENTA

É a primeira vez que o Nos Primavera Sound esgota, cinco anos depois de se ter instalado de malas e bagagens no Parque da Cidade, no Porto. O festival, que já se tornou numa referência nacional e internacional, vendeu, este ano, todos os passes gerais, metade deles para o estrangeiro, num total de mais de 58 países.

Para além do conjunto ecléctico de artistas que faz o cartaz, é o usufruto do espaço do Parque da Cidade, o maior parque urbano do país, e o espírito que aí se vive que tornam o público fiel ao Primavera, acredita a organização. “As pessoas já conhecem o cuidado que temos com o recinto, além das atracções óbvias, e querem regressar a cada ano, não importa qual seja o cartaz”, diz ao PÚBLICO o director José Barreiro.

A presença do público no recinto, que tem lotação para 25 mil pessoas, é esperada na proporção de 70% de passes gerais para 30% de bilhetes diários. Entre os compradores dos passes gerais, as nacionalidades mais presentes são “Espanha e Inglaterra, seguidas por França, Itália e Alemanha”. O Nos Primavera Sound Barcelona, decorrido entre 1 e 5 de Junho, também esgotou. “Creio que beneficiámos disso”, reconhece José Barreiro.

Os passes gerais colocados em pré-venda a 25 de Junho do ano passado e os bilhetes diários à venda desde Fevereiro deram à organização margem de manobra para se preparar para o crescimento na procura, sem prejudicar a qualidade da experiência dos festivaleiros. “Já sabíamos que estávamos a vender bem, por isso preparámos os nossos serviços de forma a albergar o acréscimo”, afirma o director. O Nos Primavera Sound deste ano está, por isso, equipado com mais casas de banho e uma nova zona de alimentação. No que diz respeito ao recinto, a grande novidade é a deslocação do Palco Pitchfork para a entrada do festival.

Ainda há bilhetes diários disponíveis para os três dias de música no Parque da Cidade, mas José Barreiro avisa os festivaleiros para que “não comprem bilhete para sexta-feira à última da hora, pois há fortes hipóteses de esgotar”.

Texto editado por Inês Nadais

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