Custo varia entre os 1000 e os 1500 dólares DR
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Custo varia entre os 1000 e os 1500 dólares DR

Vamos desligar o ar condicionado e ligar a cadeira?

"Start-up" desenvolveu uma cadeira com um sistema de aquecimento e arrefecimento. A ideia é aquecer o corpo em vez dos espaços — e assim agradar a todos. As empresas podem conseguir trabalhadores mais felizes, acreditam

Todos os trabalhadores de escritórios já terão passado por isto alguma vez. Sentir frio quando os colegas sentem calor — ou sentir calor quando os colegas sentem frio. Uns vestem casacos, outros tiram camisolas. E no meio de tudo isto o ambiente nem sempre se torna amigável. Foi a pensar nestas situações que um grupo de investigadores criou a Hyperchair, uma cadeira com um sistema de arrefecimento e aquecimento que permite ao utilizador ajustar àquilo que achar mais confortável.

"Tem a ver com aquecer o corpo, não a sala", resume Peter Rumsey, director da Hyperchair, em declarações ao site Fast CoExist. O tecido da cadeira tem fitas de aquecimento, uma tecnologia semelhante à usada em alguns assentos de automóveis, para conseguir aquecer o corpo. E caso a pessoa sinta calor pode ligar os ventiladores incorporados estrategicamente. A temperatura pode ser ajustada através de uma aplicação de "smartphone" ou num botão lateral na própria cadeira.

A Hyperchair, dizem os responsáveis, permite desligar o ar condicionado ou pelo menos diminuir a sua utilização. "Se baixar apenas alguns graus [no aquecimento], vai conseguir uma poupança de energia entre 5 e 10%", estima Rumsey. A ligação das cadeiras ao sistema de aquecimento do edifício ou sala foi também pensada pelos investigadores do Center for Built Environment, em Berkeley. Com sensores de temperatura e wi-fi, é possível, por exemplo, que se perceba que é preciso aumentar a utilização das cadeiras e aliviar o ar condicionado.

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Start-up fala de poupança de energia entre 5 e 10% DR

Dependendo de quantas se encomendam, a Hyperchair tem um custo que varia entre os 1000 e os 1500 dólares (entre 877 e 1315 euros). A "start-up" sabe que não é barato — mas salienta que as empresas podem facilmente recuperar o investimento com a poupança energética conseguida. E tendo em conta alguns estudos que sugerem que pessoas com frio cometem mais erros e são mais distraídas, podem ainda conseguir ganhos na produtividade dos trabalhadores.