Pingo Doce entra na “guerra” dos robots de cozinha

Objectivo é competir com a Bimby.

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Este ano foram vendidas 3200 Bimby por mês no mercado nacional Sérgio Azenha

Dois anos depois do anunciado, o Pingo Doce entra agora no mercado das máquinas de cozinhar. Com o lançamento inicialmente previsto para 2013, a Chef Express chega às lojas da cadeia de supermercados no início do mês de Novembro para disputar o mercado com a Bimby.

Na apresentação do equipamento que decorreu esta quinta-feira, em Lisboa, o director-geral do Pingo Doce, Luís Araújo, afirmou que o objectivo passa por entrar num segmento em que, “com um preço competitivo” (cada aparelho custa 399 euros), a máquina tenha funcionalidades que possam competir com outras “que não estão disponíveis em loja”. Ou seja, com a Bimby, cuja versão mais recente custa 1095 euros e mantém o sistema de venda directa, em casa dos clientes por uma demonstradora.

Neste segmento, o responsável aponta para uma quota de mercado na ordem dos 50%. Quanto a uma previsão de vendas, Luís Araújo é cauteloso. Sem avançar um número, o responsável refere apenas que espera que a máquina “tenha sucesso”.

Nos últimos anos, o mercado das máquinas de cozinhar tem vindo a assistir a uma cada vez maior oferta. O Pingo Doce é a mais recente cadeia de retalhistas a entrar neste mercado. Em 2013, o Continente lançou a Yämmi e a Aldi a Ladymaxx Gourmet. Um ano depois o Lidl lançou a “Monsieur Cuisine”, mas todas a um preço inferior à máquina lançada agora pelo Pingo Doce.

Segundo dados enviados pela Vorwerk ao PÚBLICO, a empresa responsável pela Bimby vendeu máquinas a um ritmo de 3200 unidades por mês em 2015, sendo que, no quarto trimestre do ano, por norma, a companhia regista um acréscimo no volume de vendas.

A cadeia de supermercados da Jerónimo Martins acredita que é possível alargar o mercado e competir no número de vendas através do preço, “democratizando o mercado”, explica Luís Araújo. A Chef Express distingue-se da concorrência por apresentar um “conjunto de funcionalidades”, mas através de um “preço competitivo”, acrescenta.

Quanto ao adiamento de dois anos do lançamento, o responsável refere que se deveu a um processo que passou por reavaliar o mercado, escolher um parceiro tecnológico e desenho da máquina e das suas funcionalidades

Sem referir a dimensão do investimento que o novo equipamento requereu, Luís Araújo acrescentou que este foi desenvolvido em parceira com a Flama, uma empresa portuguesa especializada no fabrico de electrodomésticos que já tinha à venda, em cadeias retalhistas não alimentares, outra máquina de cozinha de um segmento mais baixo.