Ninhos de vespa asiática aumentam no Porto

O número de casos de vespa asiática no Porto não pára de aumentar.

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Os ninhos de vespa asiática continuam a ser uma preocupação para as autoridades portuenses, pois o número de casos não pára de crescer. Depois de, na reunião da Câmara do Porto do dia 22 de Setembro, o vereador da Fiscalização e Protecção Civil, Manuel Sampaio Pimentel, ter confirmado que, na cidade, o número de casos estava na ordem dos 50, esta segunda-feira afirmou ao PÚBLICO que “o número está já perto dos 60”.

Entre os novos casos, diz o vereador, estará um ninho perto da Casa-Museu Guerra Junqueiro, a que se junta também um ninho no pólo tecnológico da Universidade do Porto (UPTEC), na Praça do Coronel Pacheco.

Sampaio Pimentel garante que “estão accionados os instrumentos próprios” para o combate a esta “praga”, que terá tido origem em França, passando depois para Espanha e que acabou por atingir o nosso país. Na última reunião de câmara, foi aprovada a atribuição de uma verba de 30 mil euros à Associação de Apicultores do Norte de Portugal para que esta consiga dar resposta a todos os casos, uma vez que a autarquia não dispõe de meios próprios para o combate à vespa. O vereador diz que, para já, estão garantidos os meios necessários de combate. “Não houve um único ninho de que tivéssemos conhecimento que não fosse destruído”, disse.

Fonte do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto confirmou ao PÚBLICO que estes se deslocam sempre ao local quando há uma denúncia de um novo ninho, “por precaução”. Salientam, no entanto, que a mediatização do caso faz com que “as pessoas, quando vêem vespas, fiquem receosas”, mas que nem sempre se confirma que seja vespa asiática.

O surto de vespa asiática começou em 2012 e tem sobretudo incidência nos concelhos do Norte do país. Manuel Sampaio Pimentel diz que, por enquanto, a câmara tem “reagido” aos casos que vão aparecendo, uma vez que não tem conhecimento de como se pode prevenir o aparecimento de novos ninhos na cidade.

Texto editado por Ana Fernandes