Feira do Livro do Porto de 2016 homenageia Mário Cláudio

Segundo a autarquia, a adesão do público aos eventos paralelos da feira mais do que duplicou em relação a 2014

Segundo o município, passaram 200 mil pessoas pela Feira do Livro do Porto, este ano
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No ano passado, a Feira do Livro do Porto terá recebido mais de 200 mil pessoas Diogo Baptista

Terminada, com o sucesso que esperava, a Feira do Livro de 2015, nos Jardins do Palácio de Cristal, a Câmara do Porto anunciou esta quarta-feira que, depois de Vasco Graça Moura (2014) e Agustina Bessa-Luís (2015), será Mário Cláudio o escritor homenageado na edição de 2016. O autor de Um soneto para dois clarins terá o seu nome associado a uma das árvores da Avenida das Tílias, ano após ano transformada na Avenida dos Escritores.

O novo formato da Feira do Livro, organizada pelo município, veio para ficar. Se as indicações do primeiro ano já tinham sido muito satisfatórias, o balanço do segundo, em que se assistiu a um recorde de inscrições que resultaram na instalação de 130 stands de editoras, livreiros, alfarrabistas e instituições dificilmente poderiam ser melhores. Não acabaram as queixas de alguns participantes quanto às desvantagens do mês de Setembro, em que o orçamento das famílias está direccionado para o regresso às aulas dos filhos, mas a autarquia assinala a adesão, crescente, do público às muitas iniciativas organizadas em paralelo.    

Segundo a organização, a edição 2015 da Feira do Livro do Porto, que coincidiu com os 150 anos dos Jardins do Palácio de Cristal, teve sensivelmente o mesmo número de visitantes que a do ano passado. Por ali passaram cerca de 200 mil pessoas no espaço exterior, durante as pouco mais de duas semanas em que esteve aberta ao público. O certame, recorde-se, foi suspenso num dos dias devido a um temporal que afectou o Norte do país.

O município avança no entanto que apesar do número de visitantes da feira ter estado ao nível de 2014, o programa cultural que decorreu na Biblioteca e Galeria Almeida Garrett, em volta do tema “Felicidade”, recebeu mais do dobro da assistência do que no ano de arranque do actual modelo. As exposições, as sessões de cinema, debates, apresentações de livros, espectáculos e o programa para a infância, que decorreram nos espaços interiores, receberam, garante, mais de 32 mil pessoas, o que deixa a organização “muito satisfeita”.

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