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Autores dos EUA dominam long list do prémio Man Booker

Os 13 romances pré-finalistas do prémio Man Booker de 2015 foram anunciados esta quarta-feira e incluem apenas três obras de autores do Reino Unido.

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Anne Enright quando recebeu o prémio Man Booker em 2007 REUTERS/Toby Melville

A irlandesa Anne Enright e as americanas Ann Tyler e Marilynne Robinson são alguns dos nomes mais consagrados entre os 13 autores cujos romances foram seleccionados para a long list do prémio Man Booker Prize 2015, que inclui apenas três escritores do Reino Unido: Andrew O’Hagan, Tom McCarthy e Sunjeev Sahota.

A escolha, anunciada esta quarta-feira, confirma o significativo impacto do alargamento do prémio a autores dos Estados Unidos, inaugurado na edição anterior: dos 13 livros seleccionados pelo júri, que foi presidido por Michael Wood, cinco são de autores dos EUA. Além de Ann Tyler, com a saga familiar A Spool of Blue Thread, o seu 20.º romance, e Marilynne Robsinson, com Lila, terceiro volume da trilogia iniciada em 2004 com Gilead, chegaram a esta lista de pré-finalistas Did You Ever Have a Family, romance de estreia do agente literário Billy Clegg, que já publicara um livro de memórias no qual relata a sua luta contra a dependência da cocaína e do álcool, The Moor's Account, da americana de origem marroquina Laila Lalami, um livro que também esteve entre os finalistas do prémio Pulitzer de ficção, e A Little Life, segundo romance de Hanya Yanagihara, uma autora de ascendência havaiana que é já considerada uma das grandes revelações da nova ficção americana.

Os restantes lugares na Man Booker Dozen, como é conhecida a long list do prémio – o regulamento permite que esta “dúzia” possa alargar-se a 13 livros –, foram conquistados por obras de muito diversas proveniências geográficas: The Green Road, da já referida autora irlandesa Anne Enright, que já vencera o Booker em 2007 com The Gathering (Corpo Presente, Gradiva), A Brief History of Seven Killings, do jamaicano Marlon James, Sleeping on Jupiter, da indiana Anuradha Roy, e ainda dois romances de estreia: The Fishermen, da nigeriana Chigozie Obioma, e The Chimes, da neozelandesa Anna Smail.

O júri terá agora até meados de Setembro para reduzir a seis o número de obras finalistas. Os autores que chegarem à short list ganharão desde logo um prémio pecuniário de 2.500 libras (cerca de 3.500 euros), e o vencedor, que será anunciado a 13 de Outubro em Londres, numa cerimónia transmitida pela BBC, receberá mais 50 mil libras (71.500 euros). E é altamente provável que veja as vendas do seu livro aumentarem significativamente: o vencedor de 2014, The Narrow Road to the Deep North, do australiano Richard Flanagan  (A Senda Estreita para o Norte Profundo editado pela Relógio d’Água), já vendeu entretanto 300 mil exemplares só no Reino Unido, e quase 800 mil em todo o mundo.

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