Estados Unidos matam líder das operações suicidas da Al Qaeda

Abu Khalil al-Sudani fazia parte da liderança da organização extremista e era próximo do seu líder máximo, Ayman al-Zawahiri.

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Ashton Carter aterra em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, para discutir a estratégia de combate ao Estado Islâmico Carolyn Kaste / Reuters

Al-Sudani, um “comandante operacional de topo”, de acordo com o comunicado norte-americano, liderava as operações suicidas e de explosivos da organização no estrangeiro. O extremista está “directamente ligado a planos de ataques externos contra os Estados Unidos”, lê-se no comunicado do Pentágono, citado pelo Washington Post.

O ataque aconteceu no dia 11 de Julho, em Bermal, na fronteira com o Paquistão, apenas três dias depois de um outro bombardeamento norte-americano ter matado Muhsin al-Fadhli, na Síria, o líder de um dos braços armados da Al-Qaeda no país, o grupo Khorasan.

Para além de ter planeado ataques contra os Estados Unidos e outros países ocidentais, Al-Sudani foi também responsável por vários ataques contra autoridades paquistanesas e afegãs. Al-Sudani, à semelhança de al-Fadhli, era próximo do líder máximo da organização,  Ayman al-Zawahri.

Ashton Carter, o secretário norte-americano da Defesa, aproveitou as notícias quase simultâneas da morte de dois líderes da Al-Qaeda para assegurar que os Estados Unidos não estão apenas concentrados no autoproclamado Estado Islâmico. “Continuaremos a combater o extremismo violento na região e em todo o mundo, incluindo esforços para derrotar permanentente o ISIL [sigla em inglês para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante].”

Carter falava em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, para onde viajou nesta sexta-feira para se encontrar com os líderes curdos. O responsável norte-americano falará sobre a estratégia conjunta contra o autoproclamado Estado Islâmico na região – os Estados Unidos aconselham e treinam vários peshmerga, combatentes curdos do Iraque e Turquia.