Leitura do acórdão de Manuel “Palito” marcada para amanhã

Ministério Público volta a pedir pena máxima. Perito confirma quatro disparos

O advogado de “Palito” não prescindiu do prazo de dez dias para exercer o direito de defesa
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O advogado de “Palito” não prescindiu do prazo de dez dias para exercer o direito de defesa Miguel Nogueira

A leitura do acórdão de Manuel Baltazar está marcada para amanhã de manhã no Tribunal de Viseu, depois de ter sido adiada por duas vezes.

“Palito”, como é mais conhecido o homicida de Valongo dos Azeites (S. João da Pesqueira), enfrenta a pena máxima de 25 anos de cadeia pelas mortes de Maria Lina Silva e Elisa Barros, respectivamente mãe e tia da sua ex-mulher.  Responde ainda por mais outros dois crimes de homicídio qualificado mas na forma tentada, por ter ferido também a filha Sónia Baltazar e a ex-mulher Maria Angelina.

Esta terça-feira, “Palito” voltou a sentar-se no banco dos réus, numa sessão onde foram ouvidos três peritos, dois médicos legistas e um elemento da Polícia Judiciária.

A audiência dos peritos tinha sido pedida pela defesa depois do colectivo de juízes ter feito, a 29 de Junho, uma alteração não substancial dos factos que constam da acusação, relacionada com o número de disparos efectuado pelo arguido. O Ministério Público fala em quatro, a defesa em apenas três, negando que “Palito” tivesse como objectivo atingir mortalmente a filha e a ex-mulher, que sobreviveram ao ataque da tarde de 17 de Abril de 2014.

A procuradora da República repetiu, nas alegações complementares, que “a única conclusão” possível é que “foram quatro os disparos efectuados”, pelo que “Palito” deverá ser condenado à pena máxima. “Ele visou uma e visou a outra. Quis, efectivamente, matar ambas”, sustentou. Antes, já o perito da Polícia Judiciária tinha reafirmado que a recolha de vestígios no local, onde foram encontrados três cartuchos deflagrados e uma bucha que não correspondia aos cartuchos recolhidos, apontava para a “existência de quatro tiros”.