Assessor económico de Passos ataca liderança grega

Rudolfo Rebelo acusa Tsipras de confundir partido e Estado. E afirma que se a Grécia não pagar ao FMI, quem o vai fazer são "as Índias e os Paquistãos".

Entrevistas a Passos desde que é primeiro-ministro decorreram sempre em São Bento
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Entrevistas a Passos desde que é primeiro-ministro decorreram sempre em São Bento Miguel Manso

O assessor económico de Pedro Passos Coelho, Rudolfo Rebelo, reagiu ao actual momento europeu para criticar o Governo grego.

Num comentário na rede social Facebook, acusou o governo de Tsipras de ser responsável por “seis meses perdidos” e de não conseguir perceber a diferença entre a liderança partidária e a responsabilidade executiva: “Todos sabemos que no mandamento marxista (mesmo de Trotski), partido e Estado confundem-se. É assim. O Parlamento é apenas figurante”, escreveu. 

E Rudolfo Rebelo questionou ainda as consequências das ameaças gregas. “Não pagar ao FMI significa que as Índias e os Paquistãos (e outros do terceiro mundo) terão de entrar "pela madeira dentro" e substituir-se no seu pagamento (de acordo com a sua quota no FMI). Sendo assim, onde está a solidariedade grega para com os povos famintos?”

Esta não é a primeira vez que o assessor aproveita as redes sociais para reagira à actualidade. Em Maio de 2014 saiu em defesa do Executivo através de um violento ataque a ex-ministros que haviam manifestado a sua discordância em relação às políticas de Passos Coelho

“Mira Amaral, o ultrapassado, parece conviver momentos de lucidez com outros de menor felicidade (tou a ser simpático). É mais um instalado ex-barão, que aparece para aí a cuspir nas TV, defensor das reformas… altas. Na linha de Bagão Félix. Porque será que a mais incapaz elite do pós-25 de Abril, que se ‘abasteceu’ no pós cavaquismo, se atira ao governo?”, escreveu.

Um ano antes, o alvo tinha sido a banca em geral, devido ao seu comportamento na concessão de crédito às pequenas e médias empresas: "Confesso que nunca tive simpatia pela forma como os banqueiros trabalham o mercado português. Acho mesmo que sempre foram um grupo um pouco elitista, de acomodados, mal habituados e pouco ambiciosos."