Presidente deve intervir quando “estão a enganar os portugueses”, diz Sampaio da Nóvoa

Candidato presidencial anunciou que campanha vai ser feita com “três voltas” a Portugal. A primeira já arrancou e é para “ouvir e falar” com os portugueses.

Reitor Sampaio da Nóvoa satisfeito com aprovação do conselho geral
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Sampaio da Nóvoa diz não serem "os jovens que precisam de Portugal, é Portugal que precisa das oportunidades que só os jovens podem dar”. Miguel Manso

António Sampaio da Nóvoa defendeu este sábado em Viseu que um Presidente da República deve ter um papel “vigilante” sobre a actuação governativa e intervir quando em causa estiverem políticas que “enganam os portugueses”.

“Um Presidente da República pode exigir que as promessas sejam cumpridas. Pode exigir e vigiar e se entender que as promessas não estão a ser cumpridas, deve usar todos os meios ao seu dispor para encetar uma renovação política”, disse este sábado o candidato num encontro com a sociedade civil para falar de Cultura. Sampaio da Nóvoa foi confrontado por um cidadão sobre qual o papel que um Presidente da República deve desempenhar quando “quem está no poder desvirtualiza o programa com que foi eleito” e em resposta disse não ter “receio” de assumir uma posição que seja “mais ou menos popular”. “Serei um Presidente da República despojado porque não tenho nenhuma carreira política ou outra qualquer pela frente. Não hesitarei nunca em tomar as decisões que eu ache que devem ser tomadas”, justificou.

O candidato lamentou ainda que a imagem de um Presidente da República esteja “desgasta” no “imaginário e convicções dos portugueses” muito por culpa das “políticas medíocres”.

“Um Presidente da República não governa, é certo, mas tem um papel decisivo no assegurar da independência nacional e na unidade do Estado nos planos social e territorial. Todos os dias acordarei a pensar e a mobilizar os portugueses para as grandes causas”, sustentou.

Uma dessas causas, recordou Sampaio da Nóvoa, é a de “inverter” a emigração dos jovens qualificados, um assunto que deverá ser “prioritário” para o Governo que sair das próximas eleições legislativas.

“O drama da emigração, principalmente dos jovens qualificados, dói-nos muito porque acima do drama pessoal de cada um, está o drama de um país que fica sem qualquer possibilidade de futuro. Se não conseguirmos resolver este tema, não conseguiremos resolver nenhum e isso coloca em causa a nossa soberania”, avisou.

Campanha com “três voltas” a Portugal

No distrito de Viseu, Sampaio da Nóvoa iniciou a primeira das três “voltas a Portugal” que o candidato quer dar até às eleições de 2016. “Esta primeira volta é, sobretudo, para ouvir e falar com as pessoas. Contactar com um Portugal que não é conhecido”, disse ainda durante a manhã de sábado num encontro com associações locais em S. Pedro do Sul. Na “segunda volta”, durante os meses de Agosto e Setembro, a campanha estará no terreno, mas com “respeito” pelas eleições legislativas, pois “é importante não confundir estes dois actos eleitorais”. A terceira “volta”, assumiu, é a “definitiva e de rumo à vitória”.

“Os próximos meses vão ser um exercício de ouvir e falar com as pessoas. De incorporar um pensamento positivo para trazer os cidadãos para dentro da política” para combater o “cansaço e o défice de representação a que temos assistido”, frisou o professor e ex-reitor da Universidade de Lisboa. Garantiu também que independentemente dos resultados eleitorais das legislativas não irá desistir. “Esta é uma candidatura que procura unir e não fragmentar, que vai ser difícil e dura, mas que se faz em nome de um projecto nacional para Portugal e em que todos se podem envolver”, concluiu.