Mundo Jurássico, os dinossauros recordistas de bilheteiras

A quarta aventura da saga Parque Jurássico tornou-se no primeiro filme da história do cinema a arrecadar mais de 500 milhões de dólares (443 milhões de euros) no fim-de-semana de estreia.

Foto
Uma nova criatura espalha o terror em Mundo Jurássico DR

Os dinossauros estão vivos e bem vivos. Por estes dias, é o que mais se vê nas salas de cinema. Em 2015 como em 1993, a mistura de jardim zoológico e parque temático com dinossauros de todas as espécies ainda provoca curiosidade. Mundo Jurássico estreou-se na quinta-feira em 66 países, Portugal incluído, e isso contribuiu para os números de hoje. É que, curiosamente, o filme não tem a melhor estreia nos Estados Unido, essa, pertence a Os Vingadores de 2012 com 207 milhões de dólares (184 milhões de euros), enquanto o filme dos dinossauros fez no mercado norte-americano 204,6 milhões de dólares (182 milhões de euros), um número muito respeitável: é a segunda melhor estreia de sempre, só atrás do filme da Marvel. De acordo com o Box Office Mojo, que analisa as receitas em bilheteiras, este ano ainda nenhuma produção de Hollywood tinha conseguido resultados assim, nem mesmo o novo Vingadores.

A estreia nos 66 países foi o suficiente para que a nova aventura jurássica amealhasse 511,8 milhões de dólares (aproximadamente 454 milhões de euros). Só na China, a produção da Universal Pictures arrecadou 100 milhões de dólares (88,6 milhões de euros). Em Portugal, Mundo Jurássico foi o filme mais visto do fim-de-semana. Chegou a 97 ecrãs e foi visto por quase 110 mil pessoas, arrecadando um total de 656 mil euros de receita bruta.

Os números surpreendem depois do último filme da saga, Parque Jurássico III, que Joe Johnston levou às salas em 2001, ter somado 368 milhões de dólares (326 milhões de euros) em todo o mundo. É, até hoje, a aventura dos dinossauros que menos pessoas levou ao cinema. Este terceiro filme foi o primeiro a não ser realizado por Steven Spielberg. O realizador norte-americano assinou os dois primeiros filmes e no terceiro e no quarto manteve-se como produtor executivo.

Foi em 1993 que conhecemos pela primeira vez o Parque Jurássico, um parque onde pessoas de todas as idades podiam observar diferentes dinossauros no seu habitat natural. Este mundo, que ficava numa ilha, foi fruto do trabalho do multimilionário John Hammond (Richard Attenborough), que resgatou da extinção estas criaturas recorrendo à clonagem. Tudo parecia magnífico até uma falha no sistema de segurança ter transformado o sonho num pesadelo, ainda antes do parque temático abrir portas ao público. O filme de aventura, que causa terror quando vemos os dinossauros a provocar o caos e a morte, arrecadou em todo o mundo mil milhões de dólares (cerca de 887 milhões de euros). Em 2013, o filme voltou aos cinemas em versão 3D e somou em receitas de bilheteira 402 milhões de dólares (356 milhões de euros).

Alguns anos passaram e o Parque Jurássico deu lugar ao Mundo Jurássico, um parque tal como antes fora imaginado por Hammond que procura reinventar-se à procura do sucesso de outros tempos. Para atrair novos visitantes, é criada uma nova espécie, um super-dinossauro, totalmente fabricado em laboratório e sem antecedentes directos na natureza, uma espécie de best of dos dinossauros, concebido a partir da mescla do ADN de várias espécies. Contudo, o resultado é uma criatura altamente inteligente e adaptada, cujos instintos assassinos colocam milhares de pessoas em perigo.

O suspense está de volta, desta vez com Colin Trevorrow ao leme, um realizador com um currículo ainda pequeno e sem grandes feitos em Hollywood. Quem já viu o filme reconhece ainda a mão de Spielberg no filme que conta no elenco com Chris Pratt, Judy Greer, Ty Simpkins, Vincent D'Onofrio e Omar Sy.

Da crítica, o filme tem tido mais comentários positivos do que negativos. No Rotten Tomatoes, talvez o mais conhecido e influente agregador de críticas de cinema, Mundo Jurássico tem 70% de críticas favoráveis. No PÚBLICO, Luís Miguel Oliveira escreve que o filme é “inteligente, subtil, irónico, feito com genica e ‘bravura’”. “Mundo Jurássico consegue encontrar alguma frescura e resistir à tentação de ser só uma repetição tecnologicamente actualizada”, lê-se na crítica.

Resta agora esperar pelo final do ano para ver se os dinossauros resistem à força intergaláctica de A Guerra das Estrelas. O sétimo filme da saga, The Force Awakens, é a estreia mais esperada de 2015. O novo Star Wars realizador por J.J. Abrams estreia em todo o mundo a 18 de Dezembro e é visto como o derradeiro blockbuster.