PSP recebeu num só dia quatro mil pedidos de pulseiras para localizar crianças

Nos últimos três anos, a pulseira "Estou Aqui" foi usada por 60.000 mil crianças entre os dois e os nove anos.

Foto

A PSP recebeu esta segunda-feira, o primeiro dia da quarta-edição do programa “Estou aqui”, quatro mil pedidos de pulseiras que ajudam a localizar crianças perdidas, adiantou oo PÚBLICO o subintendente Paulo Flor, porta-voz da direcção nacional daquela polícia. “Temos 50 mil pulseiras para distribuir, mas se o ritmo de registos continuar assim iremos ponderar se vamos ou não produzir mais pulseiras”, acrescentou ainda o oficial.

De acordo com aquele responsável, 1300 pulseiras foram pedidas esta segunda-feira em Lisboa, 430 no Porto, 330 em Setúbal e 130 em Braga. Este ano, o programa apresenta um novo método de registo, devendo os pais fazer o registo prévio e só depois levantar a pulseira na esquadra escolhida, e, pela primeira vez, é válido durante um ano e meio.

De acordo com a PSP, as pulseiras ficam disponíveis para serem entregues depois do sétimo até ao 25.º dia, sendo o pedido cancelado se não forem levantadas nesse período. O registo é feito no endereço https://estouaqui.mai.gov.pt/Pages/Home.htm.

"Este ano há novas especificidades no que toca à forma como se acede à pulseira. Convidamos as pessoas a irem primeiro ao site, a identificarem-se, a fazerem o registo e dirigirem-se a uma esquadra até termos a garantia de que a criança está inscrita", disse o porta-voz da PSP na cerimónia que assinalou o arranque do programa.

Justificando a alteração, o porta-voz da PSP afirmou que, nas edições anteriores, havia cerca de 15 a 20% de pulseiras que eram levantadas nas esquadras e depois não eram activadas pelos pais no site, o que levou a alteração do registo. "Para a PSP era naturalmente constrangedor porque podemos ter uma criança com uma pulseira que não estava registada. Quisemos inverter essa tendência, fazer o registo da pulseira e depois ir às esquadras", sustentou.

A pulseira, destinada a crianças entre os dois e os nove anos, pode também ser usada por crianças estrangeiras que visitam Portugal e por filhos de portugueses que façam férias em países da União Europeia. 

Em caso de desaparecimento da criança e através de uma chamada para o 112, são accionados os mecanismos necessários de comunicação com as forças de segurança, que enviarão para o local do desaparecimento da criança uma patrulha. Ao mesmo tempo, a PSP agiliza, através da força de segurança envolvida, o contacto com o responsável pela criança, de acordo com os registos fornecidos durante a adesão ao serviço.

Ao encontrar uma criança sinalizada com a pulseira, através do código alfanumérico da mesma e via contacto 112 com a PSP, é possível ter acesso aos dados de registo que os pais, educadores ou tutores da criança inseriram e assim facilitar o contacto com estes. Os dados são exclusivamente geridos pela PSP nas suas centrais de emergência.

A pulseira foi criada em 2012. Desde então, o número de pulseiras distribuídas tem aumentado, tendo passado de 10 mil no primeiro ano, para 20 mil em 2013 e para as 30 mil em 2014. A PSP registou o desaparecimento de duas crianças - em 2013, no Algarve e em Lisboa -, que foram depois encontradas. com Lusa