Lisboa sobe na lista de cidades com melhor qualidade de vida

Capital portuguesa é agora 41.ª na lista elaborada pela consultora Mercer. Viena lidera.

Lisboa subiu dois lugares face ao ranking do ano passado
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Lisboa subiu dois lugares face ao ranking do ano passado Miguel Manso

Lisboa subiu dois lugares no ranking de cidades com melhor qualidade de vida face ao ano passado, apresentando vantagens como o ambiente sociocultural e económico e fica em 41.º entre 230, revela o estudo de uma consultora norte-americana.

De acordo com a lista Quality of Living 2015, divulgada nesta terça-feira, a capital portuguesa apresenta pontos positivos como o ambiente económico (assente em factores como a política cambial e os serviços bancários) e sociocultural (forma de ultrapassar a censura e as limitações à liberdade individual) e a disponibilidade de bens de consumo (como alimentos, itens de consumo diário e automóveis).

Contudo, obtém pior classificação no congestionamento de tráfego, nas facilidades aeroportuárias e na poluição atmosférica, informou a consultora Mercer, responsável pelo estudo.

Ainda assim, Lisboa ficou à frente das cidades norte-americanas de Chicago e Nova Iorque numa tabela liderada pela cidade austríaca de Viena, a que se seguem Zurique (na Suíça), Auckland (Nova Zelândia) e Munique (Alemanha).

Em quinto lugar está Vancouver (Canadá), sendo a primeira cidade da América do Norte a surgir no ranking. Já a primeira cidade asiática na lista é Singapura, que surge em 26.º lugar, enquanto o Dubai (Emirados Árabes Unidos), colocado na 74.ª posição, é o primeiro representante da região do Médio Oriente e África. No caso da América do Sul, a cidade que lidera é Montevidéu (Uruguai), em 78.º lugar.

De forma geral, as cidades europeias dominam o topo da lista de cidades com melhor qualidade de vida, segundo o mesmo estudo.

"As cidades europeias continuam a ser consideradas as melhores no que se refere aos padrões de qualidade de vida, comparativamente com cidades localizadas noutras regiões", refere, numa nota de imprensa, o responsável pela área de estudos de mercado da Mercer, Tiago Borges.

"A estabilidade política e uma taxa de criminalidade ainda baixa, em conjunto com boas condições ao nível da saúde, infra-estruturas e entretenimento, fazem com que [as cidades europeias] apareçam posicionadas entre os primeiros lugares do ranking", justificou.

Esta é uma lista efetuada anualmente pela consultora para que empresas multinacionais e outras entidades empregadoras saibam como remunerar "com justiça e rigor" os seus colaboradores colocados em projectos internacionais, no âmbito de políticas de mobilidade.

Das 230 cidades avaliadas, Bagdad (Iraque) é a cidade que ocupa a última posição a nível global.