Guardas prisionais suspeitos de sequestro ficam em prisão preventiva em Évora

Terão agredido clientes e funcionários de um restaurante em Mem Martins, Sintra, dias depois de um deles ter sido expulso por alegadamente estar alcoolizado.

Reclusos fugiram da cadeia do Montijo, na margem Sul do Tejo
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Reclusos fugiram da cadeia do Montijo, na margem Sul do Tejo Paulo Pimenta

Os sete guardas prisionais detidos quarta-feira pela Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária vão aguardar julgamento em prisão preventiva. Por questões de segurança, vão cumprir a medida de coacção na cadeia de Évora, uma prisão especialmente destinada a elementos policiais e das forças de segurança e onde está actualmente também em prisão preventiva o ex-primeiro-ministro, José Sócrates.

A prisão preventiva foi decretada por um juiz de instrução ao início da noite desta sexta-feira, sendo que os interrogatórios começaram já quinta-feira no Tribunal de Sintra. De acordo com fonte judicial, a maioria dos arguidos, indiciados por sequestro agravado, ofensa à integridade física e coacção, terá prestado declarações ao juiz.

Os guardas, seis da prisão de Sintra e um da Carregueira, são suspeitos de terem agredido clientes e funcionários de um restaurante em Mem Martins, em Sintra. O caso remonta a Abril do ano passado. Dias depois de ter sido expulso do restaurante por estar alegadamente alcoolizado, um dos guardas decidiu reunir um grupo de colegas para invadir o restaurante e vingar o sucedido.

Os homens, entre os 30 e os 56 anos, ter-se-ão esquecido, porém, que existiam câmaras de videovigilância a filmar o interior do restaurante.