Facebook esteve em baixo durante 50 minutos e o Twitter disparou

Rede social nega ter sido alvo de um ataque informático. Grupo de hackers anunciou que empresa estava em baixo no Twitter.

O Facebook decidiu reforçar a presença nos telemóveis
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O Facebook decidiu reforçar a presença nos telemóveis Thomas Hodel/Reuters

Pelas 06h10 desta terça-feira, o Facebook e o Instagram ficaram em baixo. Durante cerca de 50 minutos, milhões de utilizadores um pouco por todo o mundo registaram problemas no acesso às duas redes sociais, naquilo que chegou a ser noticiado como um ataque informático. A empresa de Mark Zuckerberg negou que tenha sido alvo de um ataque.

Segundo o site downdetector.com, que analisa falhas na tecnologia das empresas e as acompanha em tempo real, nas primeiras horas da manhã começaram a ser reportados problemas com o Facebook. No pico do problema técnico, o site recebeu perto de 9000 relatórios a denunciar que o Facebook estava inoperacional, havia problemas na entrada dos perfis e/ou na publicação de posts e imagens.

O Facebook admitiu durante a manhã desta terça-feira que “muitas pessoas tiveram problemas em aceder ao Facebook e ao Instagram” mas negou que na origem da suspensão dos serviços tenha estado um ataque. “Isto não foi o resultado de um ataque de terceiros”, indica a rede social num comunicado enviado ao PÚBLICO, alegando que o problema surgiu depois de ter sido “introduzida uma alteração que afectou os sistemas de configuração” da empresa. “Trabalhámos rapidamente para resolver o problema e ambos os serviços estão a 100% para todos”, conclui a nota.

Alguns órgãos de comunicação social avançaram que o Facebook estaria a ser alvo de um ataque informático depois de o grupo de hackers Lizard Squad, que reclamou a autoria dos ataques às redes da PlayStation e Xbox Live no último Natal, ter publicado um tweet onde dizia “Facebook, Instagram, Tinder, AIM, Hipchat #offline #LizardSquad”. O grupo acrescentou depois “Myspace #offline”. A reivindicação da autoria de um aparente ataque não passou destes dois tweets e nas horas que se seguiram o grupo manteve-se em silêncio.

Durante os cerca de 50 minutos em que a rede social esteve offline, quem tentou aceder à sua conta ou era recebido pela mensagem "Sorry, something went wrong" (Desculpe, alguma coisa correu mal) ou a página não abria. No caso do Instagram, os utilizadores foram informados que não era possível refrescar a página.

Além do Facebook, também o Instagram, o Tinder, o AOL Instant Messenger e o Hipchat registaram dificuldades técnicas, mas serviços como o WhatsApp, que pertencem ao grupo de Zuckerberg, parecem ter ficado imunes ao problema.

Utilizadores nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália ou Nova Zelândia rapidamente enviaram alertas para os órgãos de comunicação social e partilharam as dificuldades de acesso às redes sociais nas concorrentes, como o Twitter. Na rede de microblogging, mais que as denúncias da existência de serviços offline foram as reacções irónicas à paralisação temporária do Facebook e Instagram e aos efeitos provocados nos seus utilizadores que encheram as cronologias.

Por exemplo foi criada no Twitter a hastag #FacebookDown e posts como “Nem sempre vou ao Twitter mas quando o faço é para confirmar se o Facebook está em baixo” ou o “Facebook esteve hoje em baixo durante 40 minutos e as pessoas perderam a cabeça! Até o Twitter vir ajudar” começaram a ser partilhados e comentados. Marcas aproveitaram mesmo o momento para promover os seus produtos. “A vida é cheia de altos e baixos. Estamos mais que satisfeitos em vê-lo de volta”, escreveu num tweet uma conhecida marca de refrigerantes. Fotografias manipuladas e cartoons mostraram ainda alegados utilizadores em lágrimas e deprimidos por não poderem aceder ao Facebook.

Esta é a segunda vez em menos de um ano que o Facebook fica offline. Em Junho do ano passado, a rede social esteve em baixo durante cerca de meia-hora, naquela que foi a maior interrupção alguma vez registada pela empresa em quatro anos. Além da página, as aplicações do Facebook para smartphones e tablets estiveram suspensas. Na altura, o Facebook lamentou apenas o inconveniente provocado aos utilizadores sem mais explicações.

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