Din Wallets
Foto
Din Wallets

DIN Wallets, a carteira que quer acabar com os cartões partidos

São ecológicas e prometem ser 100% anti-quebras e evitar perdas de cartões. As carteiras do jovem Guilherme Nunes querem conquistar o mercado exterior

Volta e meia, os cartões apareciam partidos e Guilherme Nunes “zangava-se” com a carteira. Como designer do produto, a questão intrigava-o e lançava-lhe um desafio: conseguiria desenhar e construir uma carteira que garantisse a durabilidade dos cartões? O protótipo que desenhou para ele mesmo (sem mais pretensões do que a de ser um projecto pessoal) teve tal sucesso entre os amigos que se transformou num negócio. E é das carteiras em madeira DIN Wallets que vive actualmente.

Tinha apenas 100 euros na conta mas decidiu arriscar tudo. O contacto com a tecnologia de corte a laser tinha acontecido numa empresa onde tinha trabalhado antes e depois foi associar o conhecimento técnico à “questão utilitária do design funcional”.

“A carteira une a resistência das madeiras de forma a que o interior nunca se parta. E tem ainda a questão do dimensionamento milimétrico, que faz com que os cartões fiquem ‘rés vés’ com a carteira, e o elástico, que fazem com que os cartões nunca se percam”, explicou ao P3 o criador da ideia, Guilherme Nunes.

PÚBLICO -
Foto

Produzidas com madeira natural (e tão variadas como a faia americana, tola, mogno, cerejeira riscada, etc.) e num processo o menos poluente possível, as DIN Wallets auto-denominam-se amigas do ambiente. E o pouco desperdício (2 a 3%, estima Guilherme) que se faz da matéria-prima deverá em breve tornar-se num novo produto também: “Estou a pensar fazer novos produtos, como porta-chaves ou colares, por exemplo, com o pouco que sobra da madeira das carteiras”.

PÚBLICO -
Foto

A DIN Wallets está já à venda em sete espaços espalhados por várias zonas do país e pode ser também encomendada online. Os preços variam entre os 11,90 e os 14,90 euros. Objectivos futuros? “Continuar a aumentar os pontos de venda e aceder ao comprador externo através da internet”, responde o jovem de Ponte de Lima.