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Administração de Saúde pede a hospitais para não enviarem doentes para o Amadora-Sintra

Hospital

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Rui Gaudêncio

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo pediu a vários hospitais para não enviarem pacientes para o Amadora-Sintra que, de acordo com o presidente do organismo recebeu “um número inusitado de doentes”.

Luís Cunha Ribeiro, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, disse à TSF que este pedido é válido até sábado ou domingo (3 ou 4 de Janeiro) ou seja, até passar o período das festas de final de ano.

Luís Cunha Ribeiro afirmou ainda à TSF que o hospital Fernando da Fonseca, no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa, recebeu um “número inusitado de doentes” nos últimos dias e ficou sem capacidade de resposta.

Como o PÚBLICO já tinha noticiado, houve doentes que esperaram 20 horas para serem atendidos.

De acordo com o Diário de Notícias, as 700 camas do Amadora-Sintra estão ocupadas, revelando que um surto de gripe obrigou a internamentos prolongados, que dois médicos das urgências (num total de cinco) faltaram às escalas previstas de 25 a 27 e que quase mil pessoas chegaram ao Amadora-Sintra nesse período esgotando a capacidade do hospital na semana do Natal.

O Diário de Notícias revela ainda que Luis Cunha Ribeiro deu indicações aos hospitais da capital, incluindo Santa Maria e São José, para não transferirem doentes para o Fernando da Fonseca até ao final do ano, ainda que essa seja a sua área de residência.

Segundo o jornal, as urgências do Amadora-Sintra foram reforçadas, estando prevista a presença de seis médicos por dia nos próximos dias.

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