IAVE não diz que razões levaram à exclusão de 611 professores do exame para contratados

Prova realiza-se na sexta-feira com cerca de 2900 inscritos.

A primeira ediçãod a prova foi marcada por greves e protestos.
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A primeira ediçãod a prova foi marcada por greves e protestos.

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) recusa-se a divulgar quais as razões pelas quais 611 dos inscritos para o exame destinado aos professores contratados não poderão realizar esta prova na próxima sexta-feira.

 O PÚBLICO questionou o IAVE sobre as principais razões que ditaram aquela exclusão e também quanto ao número dos excluídos nas duas versões da chamada Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), realizadas em Dezembro de 2013 e Junho de 2014. Em resposta, o gabinete de imprensa do IAVE indicou nesta quarta-feira que “não vai poder responder”.

A PACC é obrigatória para todos os professores contratados com menos de cinco anos que se queiram candidatar a dar aulas. Para a prova de sexta-feira foram admitidos 2863 candidatos. No ano passado tinham-se inscrito 13551 professores e houve um total de 10220 provas validadas. Chumbaram quase 1500. Quem passou só precisa de fazer novo exame passados cinco anos, no caso de até lá não terem cumprido este tempo de serviço.

No aviso de abertura de inscrição para a PACC, publicado em Diário da República, especifica-se que não serão admitidos os candidatos que não tenham cumpridos os prazos legais para tal, que não tenham pago os 20 euros que o IAVE cobra por este exame ou que tenham preenchido incorrectamente os formulários e não apresentado os documentos comprovativos da sua situação.

O líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira,indicou ao PÚBLICO que que já chegaram aos sindicatos pedidos de informações e de apoio por parte de pessoas que foram excluídas por não terem conseguido fazer o pagamento de 20 euros, por problemas da plataforma informática, e também porque se inscreveram na PACC apesar de já a terem feito no ano passado. Nogueira criticou o IAVE por não indicar os motivos da exclusão, uma obrigação legal, segundo diz. 

Na próxima sexta-feira realiza-se apenas a componente comum da PACC, uma espécie de prova de cultura geral com perguntas de escolha múltipla e onde é pedida também a redacção de um texto. A partir de Fevereiro os docentes que fizerem este exame terão de realizar a chamada componente específica, que visa avaliar os conhecimentos respeitantes ao grupo disciplinar a que os professores se candidatam. Esta parte não chegou a realizar-se na primeira edição da PACC, mas os docentes que a realizaram não serão chamados a fazê-la.