Passos diz que economia estava aprisionada e que "donos do país estão a desaparecer"

Primeiro-ministro discursou num jantar de Natal das concelhias do PSD de Santarém.

“Os donos do país são os portugueses", declarou Passos
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“Os donos do país são os portugueses", declarou Passos Pedro Granadeiro/NFACTOS

O presidente do PSD disse nesta sexta-feira em Santarém que o seu Governo está a conseguir "libertar e democratizar" a economia, que estava "aprisionada por [alguns] grupos económicos", e que "os donos do país estão a desaparecer".

Pedro Passos Coelho falava num jantar de Natal das concelhias do PSD do distrito de Santarém, que reuniu mais de 500 militantes, no qual começou por "assinalar as boas razões que farão recordar o ano de 2014", entre as quais o fim do programa de assistência na data prevista "apesar de todas as dúvidas e adversidades".

Passos Coelho afirmou que hoje é bem visível que a economia "estava aprisionada por grupos económicos que eram incentivados pelo Estado a aplicar os seus recursos em obras públicas que não eram sustentáveis", lamentando que muitos recursos, nacionais e europeus, tenham sido colocados ao serviço "dessa economia protegida" e não das pequenas empresas que tinham emprego e riqueza para criar.

"Mas isso está a acabar. Os donos do país estão a desaparecer. Os donos do país são os portugueses", declarou.

O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou que a mudança que está em curso no país "não é aparente, é real", referindo que, pela primeira vez em mais de 20 anos, a economia "está a crescer sem criar dívida".

"Como em todas as mudanças, os que se sentem mais ameaçados não se calam, não ficam quietos, não desaparecem", disse, considerando que ver os que se "sentem ameaçados pela mudança" torna o país "mais transparente", pois as pessoas "percebem melhor o que está a mudar".

"Quando ouvimos aqueles que criticam percebemos melhor o sentido das mudanças e é importante que elas se façam e não precisamos de agressividades nem de radicalismos para impor a nossa mudança", afirmou, sublinhando que os portugueses querem ver-se "livres dos donos que durante tantos anos aprisionaram a economia".