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Lisboa Games Week: uma oportunidade única

É inacreditável a quantidade de jogos qualitativos e de suportes nos quais a indústria nacional tem representação

A Lisboa Games Week, organizada nos dias 6 e 9 de Novembro, foi a primeira edição dum evento que pretende tornar-se numa referência nacional na área dos videojogos. Uma oportunidade única para experimentar não só algumas das novidades desta indústria, mas também para conviver e partilhar experiências. Durante os quatro dias, o evento conseguiu reunir dezenas de milhares de visitantes para celebrar este meio de entretenimento.

Além dos videojogos que puderam ser experimentados, o Lisboa Games Week também contou com concursos de "cosplay", simuladores de condução, torneios de "e-sports" e espaços dedicados à produção portuguesa nesta área.

Confesso que a secção na qual passei mais tempo foi a dedicada à indústria nacional. Não só estavam disponíveis os vários títulos a serem desenvolvidos neste momento, como ainda houve diversas conferências onde os autores explicaram o processo de desenvolvimento, ou partilharam a sua experiência.

É inacreditável a quantidade de jogos qualitativos e suportes nos quais a indústria nacional tem representação. Desde consolas, computadores, sistemas mobile (smartphones e tablets), até sistemas mais ou menos alternativos, como a consola Android OUYA e o periférico Oculus Rift.

Jogos como Slinki (Titan Forged Games), Greedy Guns (Tio Atum), Smash it! Adventures (Bica Studios), Johnny Scraps (Immersive Douro), Megaramp (Biodroid), Falcão vs Aliens (Wingz), Cosmonaut (Ground Control Games) chamaram a atenção dos visitantes.

Alguns como Pedro Antunes confessaram-me: “Nunca imaginei que Portugal estivesse tão bem no desenvolvimento de jogos”. Outros como Hélio Almeida e “Kiko” Castro, reconheceram: “Já viemos aqui três vezes e do que mais gostamos foi do Greedy Guns. Têm o meu voto no Greenlight!”.

Nostalgia?

Noutros pontos da feira, sendo um apaixonado por "retrogaming" passei igualmente no espaço da Chipping, onde pude rever vários modelos da Commodore, Sinclair, Atari, Philips, Sega, Nintendo, Sony, e surpreendentemente, a primeira consola portuguesa, a TV Brinca. O responsável daquela área, Mário Tavares, afirmou ser “um prazer puder mostrar as gerações mais novas, alguns jogos e consolas que provavelmente desconhecem". "Quanto aos mais velhos", acrescentou, "decerto que vão ter uma certa nostalgia em rever alguns destes sistemas”. Claro que o grande destaque da feira estava bem assente em dois locais, por um lado os torneios de "e-sports" (Asus Rog Tournament), e no outro os "youtubers".

Sem dúvida nenhuma que estes são o novo fenómeno de massas para os entusiastas de videojogos mais novos. A fila para pedir autógrafos, ou uma simples fotografia com o seu ídolo, além de extensa, demorava horas. Talvez um dos gestos mais significativos foi o realizado pelo fã Marcelo, que definitivamente marcou não só o público, mas também os diversos "youtubers", incluindo o popular RicFazeres, que não conseguiu esconder as lágrimas perante a coragem e força do seu fã.

Se foi o evento perfeito? Não. Ainda há um evidente espaço para melhorar, ou não fosse este o primeiro ano, e muitas arestas vão ser obviamente limadas para a próxima edição. Mas por agora, o resultado foi positivo. Como se costuma dizer, “para o ano há mais e melhor”. Assim o espero.