Aaron Kosminski era Jack, o Estripador

Naming Jack the Ripper é o resultado de 14 anos de investigação do detective particular Russell Edwards e do biólogo molecular Jari Louhelainen.

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No final da década de 1880, era Sherlock Holmes quem resolvia os casos mais complicados da Scotland Yard – nos livros de Arthur Conan Doyle, os inspectores da polícia inglesa eram muito simpáticos, demasiado simpáticos, mas incompetentes.

Por essa altura, não na ficção mas nas ruas reais de Londres, aconteciam os mais famosos crimes que a Scotland Yard (a verdadeira) nunca conseguiu resolver: os de Jack, o Estripador, como ficou conhecido. Agora, 126 anos depois, é outro detective particular que diz ter resolvido estes crimes recorrendo a testes de ADN. Russell Edwards tinha consigo provas com mais de cem anos e escreveu um livro onde explica que Jack, o Estripador era afinal polaco: Aaron Kosminski.

Naming Jack the Ripper é o livro publicado este mês no Reino Unido pela Globe Pequot Press, resultado de 14 anos de investigação de Russell Edwards e do biólogo molecular Jari Louhelainen, da Universidade de John Moores, em Liverpool. Russell comprou em 2007 um xaile em leilão que diz não só ter pertencido a uma das vítimas, como ter sido testemunha do crime – foi deixado junto a Catherine Eddowes na noite em que foi assassinada e, porque nunca foi lavado, tinha ainda sangue da mulher e sémen do estripador.

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“Eu tenho a única prova forense em toda a história deste caso”, afirma Edwards. O xaile que comprou em Suffolk pertencia a um descendente de Amos Simpson, o polícia de plantão na noite do crime, que, ao encontrar a peça na cena do crime, a reclamou para a sua mulher. O autor de Naming Jack the Ripper diz ter uma carta de Simpson que assegura que esta é uma prova fiável na busca de mais de um século pelo assassino.

Aaron Kosminski era um judeu polaco emigrado em Londres. Tinha 23 anos em 1888, data dos crimes – já na altura foi um dos suspeitos da polícia britânica. Com a comparação do ADN de descendentes da vítima e do suspeito, Russell Edwards clama, depois de décadas de literatura especulativa, que Kosminski é “definitiva, categórica e absolutamente” o homem que se procurava: “Resolvemos realmente o mistério de quem foi Jack, o Estripador. Só incrédulos que queiram perpetuar o mito vão duvidar. Este é o ponto final – desmascarámo-lo."