Câmara de Elvas repõe pelouros a dois dos quatro vereadores socialistas

Os outros dois vereadores - Rondão de Almeida, ex-presidente da câmara, e Elsa Grilo, que foi vice-presidente até Julho - continuam sem pelouro.

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Nuno Mocinha espera ainda que a classificação de Elvas como Património Mundial pela UNESCO movimente "cada vez mais" aquele concelho alentejano DR

Dois dos quatro vereadores da maioria socialista, que tinham perdido em Julho os pelouros na Câmara de Elvas, vão voltar a assumir funções no executivo, disse nesta quinta-feira o presidente da autarquia, Nuno Mocinha.

Em comunicado enviado à Lusa, o autarca anuncia que "o diálogo teve os seus frutos" e que foi informado pelos vereadores socialistas Manuel Valério e Tiago Afonso que estavam "disponíveis a reintegrar" o grupo de trabalho e a "aceitar os pelouros" que lhes confiasse.

Para Nuno Mocinha, o regresso dos dois vereadores para ocupar funções a tempo inteiro "sempre esteve em aberto", sublinhando que estava nas mãos dos dois autarcas "tomar a iniciativa".

O anúncio de Nuno Mocinha surge na sequência da crise política instalada no município de maioria socialista, tornada pública em Julho quando o presidente retirou os pelouros a quatro vereadores socialistas, entre os quais o antigo presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida.

O executivo municipal de Elvas é composto por seis eleitos pelo PS (presidente e cinco vereadores) e um pelo CDS-PP. A partir de agora, apenas dois vereadores da maioria socialistas não assumem pelouros, nomeadamente o antigo presidente do município, Rondão Almeida, e Elsa Grilo, que até Julho assumiu a vice-presidência da Câmara.

No comunicado, Nuno Mocinha afirma que o "problema" que se vive na Câmara de Elvas é político e "nada tem de pessoal". O autarca confessa ainda que nunca escondeu as dificuldades que sentiu ao longo das últimas semanas quando retirou os pelouros aos vereadores da maioria.

"Sempre falei com clareza aos elvenses sobre este assunto: nunca escondi as dificuldades ao longo destas últimas seis semanas, mas também nunca deixei de afirmar que eu estava decidido", lê-se na nota.

Nuno Mocinha considera que estão "resolvidos e ultrapassados" os problemas políticos na Câmara de Elvas e traça como objectivos "prosseguir" com todos os programas sociais, obras em curso e as obras previstas, bem como "continuar a trabalhar" para a concretização de novos investimentos.

O autarca espera ainda que a classificação de Elvas como Património Mundial pela UNESCO venha a movimentar "cada vez mais" aquele concelho alentejano, sublinhando ainda que espera integrar o município "cada vez mais" no conceito de Eurocidade Elvas - Badajoz.

"Vamos integrar-nos, cada vez mais, na Eurocidade Elvas-Badajoz, na zona fronteiriça em que nos localizamos, na Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, no território alentejano que nos envolve, tirando partido das excelentes ligações a Madrid e aos portos atlânticos de Lisboa, Setúbal e Sines", lê-se no documento.