A campanha por Santana Lopes à Presidência já começou no Facebook

Um santanista desde miúdo quer ajudar o ex-primeiro-ministro a chegar à Presidência.

Pedro Santana Lopes, que já tinha testemunhado no processo, terá de voltar ao tribunal
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Santana Lopes ENRIC VIVES-RUBIO

A frase é do próprio: “Em política, we never know it”. Pedro Santana Lopes já disse que não pensem em excluí-lo de uma corrida às eleições presidenciais de 2016.

Na rede social facebook a campanha já começou com duas páginas de incentivo à candidatura a Belém de um ex-primeiro-ministro que tem aproveitado os últimos meses, sempre que fala do assunto, para apontar defeitos nos presidenciáveis de direita: Marcelo Rebelo de Sousa, Durão Barroso e Rui Rio.

A página virtual “Apoiar Pedro Santana Lopes para próximo Presidente da República” surgiu logo em Janeiro, mas oito meses depois só convenceu cerca de 130 facebookianos. Paulo Vieira da Silva, militante do PSD, é o responsável pela criação de um outra  sob o desafio “Pedro Santana Lopes 2016”, com o carimbo de 19 de Julho, dia em que Francisco Sá Carneiro faria oitenta anos e em que Santana Lopes deu uma entrevista ao Expresso na qual admitia que António Guterres não era um “candidato imbatível” a Belém, além de ser “altamente estimulante para a direita”.

Nessa entrevista ao semanário, o actual provedor da Santa Casa da Misericórdia da Lisboa apontou fragilidades a Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio. “Sabe o que é que Marcelo pensa sobre o papel do Presidente? Eu não sei. E não chega dizer: olha que simpático e popular que é o Marcelo, que bem que fala na TV”, afirmou. De Rio defendeu que que tem ”mais perfil de ministro do que de chefe de Estado. Ele é um executivo, um homem de contas.” E sobre Durão acredita que tem o “estigma” de um dia ter dito “vou-me embora”.

Paulo Viera da Silva explica ao PÚBLICO que decidiu avançar com a iniciativa porque é “um santanista desde miúdo, com admiração pela forma genuína e emotiva com que o doutor Pedro Santana Lopes está na política, ele é um outsider da política”. Um dos comentários de apoio visíveis vem de uma outra página, “Alberto João Jardim 2015”: “Pedro, sabes que tens a tua gente na Madeira.”

A fraca adesão (430 aderentes ou “likes”, em linguagem facebookiana) é para já justificada com a aposta em não divulgar demasiado a  página enquanto não “falar pessoalmente” com Santana Lopes. Mas adianta que tem recebido várias mensagens de cidadãos, na sua grande maioria com mais de 45 anos, a voluntariarem-se para uma futura campanha eleitoral ou a pedirem ajuda sociais, julgando tratar-se de uma página oficial do provedor da Santa Casa.

Há cerca de um mês, Santana Lopes recusou a existência de favoritos para as eleições de 2016. “Acho que não estou excluído. Tenho 58 anos e conheço muito bem Portugal e as pessoas”, disse à Correio da Manhã TV. E avisava que ninguém o poria fora de uma corrida presidencial: “Eu não me considero candidato a candidato, mas de fora também ninguém me põe”. Nessa altura, o PÚBLICO noticiou que Santana Lopes ganhava força como o preferido pela actual direcção do PSD para se sentar em Belém depois de Cavaco Silva.